Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Dilma Rousseff aponta cena econômica global "complexa"

A presidente Dilma Rousseff defendeu a criação de um fórum de empresários na América Latina e Caribe para aproveitar as oportunidades de comércio na região.

Quinta, 29 de Janeiro de 2015 às 09:04, por: CdB
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Dilma elogiou as conversações entre Estados Unidos e Cuba
A presidente Dilma Rousseff defendeu na noite de quarta-feira a criação de um fórum de empresários na América Latina e Caribe para aproveitar melhor as oportunidades de comércio na região, em meio a uma conjuntura econômica global "muito complexa". - A recuperação da economia mundial... não está ocorrendo com a força esperada - disse a presidente em San José, na Costa Rica, em discurso na cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Retomando o argumento da fraqueza da economia internacional, Dilma citou a "lenta recuperação" dos Estados Unidos, "estagnação" na Europa e "desaceleração" na China. A presidente lamentou ainda a queda nos preços das commodities, notadamente petróleo e minério de ferro -do qual o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais. - Tudo isso afeta a nossa região e devemos constatar uma certa redução da margem de manobra da política macroeconômica em alguns países, aumento do déficit de conta corrente, da inflação e do déficit fiscal - observou a presidente, no que poderia ser um resumo do quadro brasileiro. Dilma, que está no início de segundo mandato, trocou seus ministros da Fazenda e do Planejamento para realizarem um ajuste fiscal depois da deterioração das contas públicas nos últimos anos, num cenário de inflação alta e crescimento fraco. Ao defender um fórum com a participação de governos e empresas da região para desenvolver o comércio, a presidente disse que seu objetivo seria "aproveitar as oportunidades diversificadas que nossas economias oferecem e estimular, quando possível, a integração produtiva no espaço Celac". A presidente aproveitou ainda para elogiar as conversações entre Estados Unidos e Cuba para normalizar as relações dos dois países, mas voltou a criticar o embargo econômico norte-americano contra a ilha caribenha. - Essa medida coercitiva, sem amparo no Direito Internacional, que afeta o bem-estar do povo cubano e prejudica o desenvolvimento do país deve... ser superada - disse Rousseff.
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