Dilma reafirmou sua luta contra todas as ditaduras no mundo
A presidenta Dilma Rousseff reconheceu, na noite passada, o direito do povo judeu a uma "pátria física" e enfatizou a disposição do governo brasileiro de afirmar a paz mundial especialmente no Oriente Médio.
A presidenta Dilma Rousseff reconheceu, na noite passada, o direito do povo judeu a uma "pátria física" e enfatizou a disposição do governo brasileiro de afirmar a paz mundial especialmente no Oriente Médio.
– O melhor caminho para diminuir o sofrimento humano é o diálogo – disse a presidente em Porto Alegre, onde participou de uma cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, organizada pela Confederação Israelita do Brasil.
Para Dilma, o Holocausto foi um momento "deplorável" da humanidade por ter inaugurado um tipo de violência "industrializada e científica" empregado em guerras de extermínio e desumanizado os adversários com a tortura. Além dos seis milhões de mortos e das famílias judias destruídas pelo nazismo, a presidente lembrou as vítimas de todas as ditaduras no mundo.
A presidenta, que foi torturada durante o regime militar no Brasil (1964-1985), emocionou-se ao lembrar a importância do “exercício da memória”. Ela havia feito afirmação semelhante no final do ano passado em entrevista ao The Washington Post, ao ser perguntada sobre o apoio do governo Lula (2003-2010) ao Irã. A presidenta, que busca soluções para agilizar os trabalhos da Comissão da Verdade, que examina o período da ditadura, também assinalou que “a memória é uma arma humana para impedir a repetição da barbárie”. Embora tenha lido parte do discurso, Dilma também improvisou.
– Lembrar Auschwitz-Birkenau é lembrar todas as vítimas de todas as guerras injustas, todas as ditaduras que tentaram calar seres humanos – disse Dilma, com a voz embargada. Ela reafirmou que seu governo não irá “compactuar com nenhuma forma de violação dos direitos humanos em qualquer país”.
Antes de Dilma, discursou o presidente da Conib, Claudio Lottenberg. Ele comparou as torturas sofridas por judeus durante a Segunda Guerra com aquelas que a presidente foi submetida na ditadura brasileira.
– A senhora, presidenta Dilma Rousseff, sabe melhor que todos o que significa ser torturada, o que este tipo de agressão pode significar para alguém, por mais que sobreviva – afirmou.
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