Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Dilma promete diálogo sistemático na política industrial

No lançamento da nova política industrial brasileira, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o programa Brasil Maior é um passo inicial de um diálogo entre governo e trabalhadores e empresários.

Terça, 02 de Agosto de 2011 às 07:46, por: CdB

No lançamento da nova política industrial brasileira, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o programa Brasil Maior é um passo inicial de um diálogo entre governo e trabalhadores e empresários. Ela prometeu manter aberta a negociação com ambos os setores. O conjunto de medidas trata de compensar os efeitos de câmbio e oferecer vantagens para o parque industrial instalado no país. No total, a política industrial prevê desoneração tributária de cerca de R$ 25 bilhões em dois anos. Entre outras medidas, a alíquota de 20% para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na folha de pagamento de setores sensíveis ao câmbio e intensivos em mão de obra (confecções, calçados, móveis e softwares) será zerado – compensado por contribuição variável conforme o segmento a partir de 1,5% sobre o faturamento. - Tenho certeza que este conjunto de medidas constituem o passo inicial de um diálogo que o governo irá manter com os trabalhadores e empresários. Teremos de manter um diálogo sistemático, disse Dilma. Até a semana passada, as queixas de empresários e trabalhadores era de que o conteúdo do programa não havia sido devidamente discutido com os interessados. Enquanto os industriais foram recebidos antes pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, sindicalistas tiveram reunião apenas na véspera. Por isso, as centrais sindicais decidiram não participar da solenidade de lançamento do plano. Dilma insistiu no recado aos representantes de trabalhadores. - O movimento sindical brasileiro sempre participou das propostas que lidamos. O conjunto de medidas é fruto da pressão legítima do movimento dos trabalhadores e dos empresários, afirmou.

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