Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Dilma pode não receber em abril apoio da China para ocupar vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU

Segunda, 28 de Março de 2011 às 11:40, por: CdB

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – No que depender da China, não será em abril, quando a presidenta Dilma Rousseff visitará o país, que o Brasil vai ganhar o apoio pleno para a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o ingresso como membro permanente do órgão. O embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, disse hoje (28) que a falta de consenso em torno da proposta deve adiar quaisquer decisões sobre o tema.

Para o embaixador, precipitações em torno do assunto podem gerar a quebra da unidade e solidariedade entre os integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU). “Da parte da China, acreditamos que, enquanto houver divergências, será preciso ter mais diálogo e consultas. [A precipitação] vai afetar a solidariedade e a unidade dos membros da ONU e isso não vai beneficiar ninguém”, afirmou Xiaoqi.

O embaixador afirmou que a China defende a realização de uma consulta “ampla e democrática” sobre as propostas de reforma em discussão, em busca de uma “solução comum, em torno de um consenso o mais amplo o possível”. Xiaoqi negou que eventuais divergências entre o Brasil e a China prejudiquem um eventual apoio chinês ao pleito brasileiro.

“Às vezes, temos visões diferentes. Isso não afeta em nada a unidade entre os dois países porque ambos são países em vias de desenvolvimento. Estou totalmente otimista. Mais adiante vamos continuar a ter uma cooperação frutífera”, disse o embaixador.

Depois da indicação favorável do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à reforma do Conselho de Segurança, o assunto deve ser tema da reunião da presidenta Dilma Rousseff com o presidente chinês, Hu Jintao, e as demais autoridades da China. Instituído em 1945, o conselho é formado por cinco países que são permanentes e dez que têm assentos rotativos.

Os cinco integrantes permanentes são os Estados Unidos, a Rússia, China, França e Inglaterra. Os membros rotativos são o Brasil, a Turquia, Bósnia-Herzegovina, o Gabão, a Nigéria, Áustria, o Japão, México, Líbano e Uganda. Em discussão, há várias propostas para a reforma do órgão. Para o Brasil, o ideal é aumentar de 15 para 25 vagas – das quais 11 deveriam ser ocupadas de forma permanente.

O embaixador da China disse que, como o Brasil, os chineses defendem mais espaço para os países emergentes, no Fundo Monetário Internacional (FMI). Em dezembro de 2010, a União Europeia se comprometeu a ceder nove lugares para os emergentes.

A presidenta Dilma fica de 11 a 15 de abril na China, onde participa de reuniões bilaterais, do encontro dos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), de um fórum de empresários brasileiros e chineses e de um seminário econômico de países asiáticos.
 

Edição: Lana Cristina
 

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