Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Dilma pede mais tempo para avaliar o pré-sal

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que o governo precisa de mais tempo para apresentar uma proposta sobre o pré-sal. Uma comissão interministerial, da qual Dilma faz parte, discute mudanças no marco regulatório do petróleo para futura exploração da camada pré-sal. Há no Palácio do Planalto a expectativa de que a proposta só seja entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de primeiro turno. Ministra também pede calma para analisar situação de empréstimo à Odebrecht

Quinta, 25 de Setembro de 2008 às 12:36, por: CdB

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que o governo precisa de mais tempo para apresentar uma proposta sobre o pré-sal.

– Achamos que é necessário mais um período de reunião, mais um período de debates para a gente formular alternativas de forma mais consistente – afirmou ela a jornalistas, mas sem fixar datas.

Uma comissão interministerial, da qual Dilma faz parte, discute mudanças no marco regulatório do petróleo para futura exploração da camada pré-sal. Há no Palácio do Planalto a expectativa de que a proposta só seja entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de primeiro turno, ao contrário da última previsão de concluir o texto no final neste mês ou nos primeiros dias de outubro.

Empréstimo

Ainda no evento a que compareceu, na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Dilma comentou a ameaça do presidente do Equador, Rafael Correa, de não pagar o empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a construção de uma hidrelétrica, e frisou que dinheiro não foi emprestado àquele país. Segundo ela, a negociação foi feita com a empresa brasileira Odebrecht, responsável pela obra.

– O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) já disse que o BNDES não tem relação com o Equador, ele (o banco) não emprestou o dinheiro para o Equador, mas para a empresa. Não vamos complicar mais a situação – afirmou.

O empréstimo, no valor de mais de US$ 200 milhões, destina-se às obras da central hidrelétrica equatoriana de San Francisco. Na última terça-feira, o presidente Rafael Correa determinou o embargo dos bens da Odebrecht e a ocupação das obras da construtora pelo Exército.

– Vamos tratar calmamente desse assunto, obviamente importa ao Brasil. É uma empresa importante para o país. Vamos fazer uma gestão calma, tranqüila e esperar passar o momento das eleições – disse a ministra.

No próximo domingo, o Equador realiza referendo popular sobre o novo texto constitucional do país, aprovado em 24 de julho pela Assembléia Constituinte.

Tags:
Edições digital e impressa