Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff voltou frisou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um instrumento anticrise do governo federal, apesar de ter sido lançado bem antes das turbulências na economia global.
– O PAC é um dos principais instrumentos que o governo possui na crise – disse.
Segundo ela, o governo está em condições de reduzir os efeitos da crise, porque tomou uma série de medidas.
– O governo não está parado, tem uma política monetária, fiscal e de financiamento – afirmou.
A ministra fez um apelo aos ministros, governadores, prefeitos e ao setor privado para que as obras do PAC sejam antecipadas o máximo possível. Os investimentos para as obras de infra-estrutura social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tiveram acréscimo de R$ 84,2 bilhões até 2010.
De acordo com as novas projeções anunciadas pelo governo, está prevista a entrada de mais R$ 2 bilhões para depois de 2010. Assim, o orçamento total para as obras de infra-estrutura social e urbana chegará a R$ 257 bilhões.
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, compactua com a colega da Casa Civil e afirmou, pela manhã, que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fortaleceu o país e também o colocou em condições mais favoráveis para enfrentar a conjuntura adversa que se coloca atualmente com a crise econômica mundial. Dilma e Mantega participaram do balanço de dois anos do programa no Palácio do Planalto, junto com o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento.
– Viu Dilma, se não tivéssemos lançado o PAC em 2007 teríamos que inventá-lo agora, pois os outros países que não fizeram isso estão agora implantando seu PAC – disse dirigindo-se à ministra da Casa Civil.
Segundo Guido Mantega, o programa mostra que ao contrário de outros países, o Brasil já vem implementando uma política anticiclica há mais de dois anos, que permitiu preparar o país de forma sólida para enfrentar a crise internacional.
O governo aproveitou a ocasião para anunciar um incremento de R$ 142,1 bilhões no programa que inicialmente previa R$ 503,9 bilhões. Com os novos recursos, as verbas previstas para o PAC devem chegar a R$ 646 bilhões. Após 2010, no próximo governo, estão previstos mais R$ 502,2 bilhões elevando para R$ 1, 148 trilhão o total de verbas para o Programa de Aceleração do Crescimento.
Durante o balanço, o ministro Guido Mantega lembrou que a economia brasileira passou de uma taxa de crescimento de 2,5% ao ano para um patamar acima de 4,5%, o que significa que o Brasil voltou a crescer.
– Nos últimos dois anos, crescemos em torno de 5%. Esse crescimento foi impulsionado sobretudo pelo aumento expressivo do crescimento – disse.
O ministro destacou que a partir de 2006 o crescimento passou a ser de dois dígitos, ou seja, mais de 10%. Em 2008, segundo ele o crescimento ficou próximo de 15% sobre o ano anterior de acordo com as últimas estatísticas. A estimativa é de três vezes o crescimento do PIB.
O ministro ressaltou ainda o crescimento da demanda interna que chegou a 7,3%, com o consumo no varejo atingindo ao longo de 2008 o patamar de 14% antes de setembro, quando a crise econômica começou a ser sentida mais profundamente.