Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Dilma nega ter autorizado pagamento de caixa 2

A presidenta eleita Dilma Rousseff negou durante entrevista à Rádio Jornal, de Recife, na manhã desta sexta-feira, ter autorizado qualquer pagamento de caixa 2 em sua campanha à presidência em 2010.

Sexta, 22 de Julho de 2016 às 09:16, por: CdB

Dilma Rousseff afirmou que se houve pagamento de caixa 2 não foi do seu conhecimento

Por Redação, com Agências de Notícias - de Brasília:
A presidenta eleita Dilma Rousseff negou durante entrevista à Rádio Jornal, de Recife, na manhã desta sexta-feira, ter autorizado qualquer pagamento de caixa 2 em sua campanha à presidência em 2010. Na quinta-feira, o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que receberam pagamento no exterior referente a uma dívida de campanha do PT nas eleições de 2010. - Não autorizei pagamento de caixa 2 a ninguém. Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento - disse Dilma em entrevista reproduzida no Twitter.
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Dilma Rousseff disse, nesta sexta-feira, que sempre procurou pagar o valor que ela achava que devia
- Pelo contrário, na minha campanha eu procurei sempre pagar o valor que eu achava que eu devia. Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento - completou Dilma. Durante o depoimento, Mônica Moura, que era responsável pela parte financeira da empresa de marketing do casal, informou que recebeu US$ 4,5 milhões em uma conta off shore na Suíça, controlada pelo empresário Zwi Skornick, acusado de operar os pagamentos ilegais, segundo investigadores da Lava Jato. Conforme Mônica, o repasse era referente a uma dívida por serviços prestados ao PT durante a campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2010. A empresa do casal fez o trabalho de marketing político da campanha. Ela relatou que, em 2013, passou a pressionar o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, para que o pagamento da dívida, estimada em US$ 10 milhões, fosse feito. A partir daí, segundo ela, foi orientada por Vaccari a procurar Skornick, que seria responsável pelo pagamento de uma parcela.

Impeachment

- Eu não quis atrapalhar o processo, não quis incriminá-la [Dilma]. Não quis colocar isso porque achava que iria piorar a situação. Achava que ia contribuir para piorar a situação do país falando o que realmente aconteceu. E acabei falando que foi recebimento de uma campanha no exterior. Eu queria apenas poupar, não piorar a situação que estava acontecendo naquele momento - disse Santana. João Santana também indicou o mesmo motivo para não ter confirmado anteriormente o recebimento. - Achava que isso poderia prejudicar profundamente a presidenta Dilma. Nesse momento, eu raciocinava comigo. Eu que ajudei na eleição dela, não seria a pessoa que iria destruir a presidenta. Nessa época, se iniciava o processo de impeachment, mas ainda não havia nada aberto. Sabia que isso poderia gerar um grave problema - disse. Sobre o impeachment, Dilma Rousseff disse, nesta sexta-feira, que continua lutando e afirmou que "o processo só se completa com a votação no Senado. Faltam seis senadores para impedir".
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