Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Dilma mantém condições para NE crescer mais que o país

Terça, 26 de Julho de 2011 às 05:33, por: CdB

Ao lançar nesta 2ª feira, em Arapiraca (AL) o Água para Todos, para a construção de 750 mil cisternas até 2014 - parte do programa Brasil sem Miséria - a presidenta Dilma Rousseff, na prática, reafirma a prioridade conferida pelos governos do PT nos últimos 8,5 anos ao Nordeste, e que terminou se constituindo na principal alavanca para o crescimento econômico da região em índices superiores aos do restante do país.

"Se quisermos que o Brasil dê um salto significativo, precisamos fazer com que ele comece aqui em Arapiraca, aqui em Alagoas, aqui no Nordeste", justificou a presidenta. Ela escolheu a região para o deslanche dessa nova etapa do Brasil sem Miséria, também porque estão concentradas na região 60% (9,6 milhões) das 16 milhões de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza nos país, agora contempladas pelo programa.

Foi por lembrar que os índices de crescimento econômico do Nordeste, nos últimos anos, são superiores aos do restante do país, que a presidenta, na cerimônia em Alagoas, repetiu que 39,5 milhões de brasileiros se tornaram classe média durante os oito do governo Lula e destacou: "(isso) equivale a uma Argentina. Apesar de ter sido uma grande vitória nossa, ainda restam 16 milhões. Não é uma Argentina, mas é um Chile."

Incentivo à agricultura familiar


O Água para Todos, programa de combate à seca, prevê investimento de R$ 756 milhões, a maior parte financiada pelo Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

Muito bom, também, o anúncio feito pela presidenta durante a cerimônia, de que uma parceria firmada entre o seu governo e a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) possibilitará a compra de produtos cultivados por agricultores familiares pobres - os primeiros comercializados pela parceria serão farinha produzida em Alagoas, laranja de Sergipe e geleia e doces da Bahia.

O governo Lula dobrou várias vezes o volume de recursos destinado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), que financia financia projetos individuais ou coletivos de agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa tem as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, e registra as menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.



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