Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Dilma fala sobre ameaça à democracia em entrevista à CNN

A presidenta Dilma lamentou, durante entrevista, que a polarização política das eleições de 2014 tenha continuado com a mesma intensidade após sua vitória.

Segunda, 26 de Outubro de 2015 às 10:18, por: CdB
Por Redação, com Vermelho - de Brasília: Em entrevista concedida à emissora norte-americana CNN, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que as tentativas da oposição de abertura de um processo de impeachment representam uma ameaça à democracia brasileira. Dilma lamentou que a polarização política das eleições de 2014 tenha continuado com a mesma intensidade após sua vitória, indicando falta de maturidade nas relações da oposição com o governo.
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A entrevista ressaltou a história de luta da presidenta contra a ditadura e os anos em que foi presa e torturada
- Temos que ter muito cuidado com isso porque ainda temos uma democracia, eu diria, adolescente - disse a presidenta na entrevista que foi exibida neste domingo pela emissora norte-americana e gravada no final de setembro, durante a passagem da presidenta por Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU. A entrevista ressaltou a história de luta da presidenta contra a ditadura e os anos em que foi presa e torturada. Dilma salientou que se considera parte da trajetória do Brasil da ditadura à democracia, enfatizando que o importante foi sair de experiências duras como a tortura “sem ódio”. Sobre a economia, Dilma enfatizou que o “maior valor que nós conquistamos nesse período foi transformar o Brasil numa economia de classe média com um grande mercado consumidor”. Ela salientou que na última década 36 milhões de brasileiros saíram da pobreza e 40 milhões ascenderam à classe média. Dilma voltou a afirmar que a crise econômica que passa o país é uma travessia que embora seja uma “experiência dolorosa”, a crise deve ser usada para avançar nas reformas que serão decisivas para o crescimento. Durante viagem oficial à Finlândia, neste mês, a presidenta Dilma Rousseff disse que o seu governo não está envolvido em esquema de corrupção e evitou comentar declaração feita na segunda-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de que o governo brasileiro está envolvido no maior escândalo de corrupção no mundo. – Primeiro, não vou comentar palavras do presidente da Câmara. Segundo, meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente – disse em entrevista coletiva na Finlândia. Ao ser questionada se a Petrobras é uma empresa de seu governo, a presidenta respondeu que “não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo. São pessoas que praticaram corrupção e elas estão presas”. Para ela, o objetivo da oposição é inviabilizar a ação do governo, mas essa ação não será inviabilizada “faça ela quantos pedidos de impeachment fizer”.
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