Dilma Rousseff Objetivos os esclarecimentos da presidenta Dilma Rousseff quanto a demissões em sua gestão. A presidenta explicou que o afastamento de auxiliares e o combate a irregularidades "não são meta de governo", mas sim o cumprimento de circunstâncias políticas que surgem. Ela refutou, também, a criação de um ranking de demitidos entre ministros e assessores, como faz a mídia.
"Essa pauta de demissões que fazem ranking não é adequada para um governo. Eu não vou jamais assumí-la. Não se demite nem se faz escala de demissão. Nem sequer demissão todos os dias. Isso não é, de fato, Roma antiga", afirmou a presidenta que respondia a uma pergunta sobre o possível fim das demissões em seu governo e se estas, a partir de agora, só ocorreriam a pedido dos partidos aliados.
A presidenta tranquilizou o país assegurando que tomará "providências" sempre que houver "malfeitos" e "atividades inadequadas", respeitando a presunção da inocência dos acusados. "Combate-se o malfeito, não se faz disso meta do governo. Faxina no meu governo é faxina contra a pobreza. O resto são ossos do ofício da Presidência, e isso não se interrompe", concluiu.
No mesmo tom, voltou a advertir que não aceitará que se desrespeite "os preceitos da Justiça moderna" e os "direitos individuais e liberdades". A presidenta nunca escondeu sua contrariedade com o vazamento ilegal de fotos dos detidos, sem camisa, na Operação Voucher - investigação no Ministério do Turismo - num presídio de Macapá (AP).
Para a presidenta, também ex-presa política durante a ditadura militar, "é importantíssimo respeitar a dignidade das pessoas e não submetê-las a condições ultrajantes". E concluiu: "Eu sei, porque já passei por isso."
Foto: Wilson Dias/ ABr