A presidente Dilma Rousseff reuniu nesta quarta-feira, pela primeira vez, todos os líderes de partidos aliados ao governo na Câmara, mas excluiu o PDT. A decisão reflete o comportamento dos pedetistas em relação ao salário mínimo, segundo o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio.
A presidente Dilma Rousseff reuniu nesta quarta-feira, pela primeira vez, todos os líderes de partidos aliados ao governo na Câmara, mas excluiu o PDT. A decisão reflete o comportamento dos pedetistas em relação ao salário mínimo, segundo o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio.
– Estiveram presentes a esta reunião, a convite da presidenta, os líderes que estão 100% afinados com o governo – disse Luiz Sérgio a jornalistas para explicar a ausência.
Em seguida, se apressou em dizer que "não foi uma retaliação e que o PDT continua com o governo". Na votação do salário mínimo na Câmara, em fevereiro, nove deputados do partido apoiaram a emenda do DEM que previa um reajuste do valor para esse ano de R$ 560, R$ 15 a mais do que os R$ 545 aprovados, segundo a proposta do Executivo.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), tentou explicar de quem foi a decisão sobre a exclusão do PDT, mas não deixou muito claro.
– Eu assumo toda a responsabilidade pela lista (de convidados). Mas eu só faço o que a presidente manda – argumentou.
Ele insistiu para tirar Dilma do centro da polêmica sobre a pena imposta ao PDT por não ter apoiado maciçamente o Executivo na votação do mínimo, mas voltou a tropeçar nas palavras ao dizer que "vivemos num regime presidencialistas e, portanto, as decisões do governo são presidencialistas". Durante a reunião, Dilma informou aos líderes que voltará a fazer as reuniões do Conselho Político da Coalizão, criado no governo Lula e que reúne líderes e presidentes de partidos aliados, afim de manter os temas do governo em permanente debate com a base.
Segundo Luiz Sérgio, a primeira reunião será em 23 de março. Nesse caso, o ministro afirmou que o PDT será convidado e não haverá retaliações.
Dilma também tentou explicar aos parlamentares que os investimentos no programa Minha Casa, Minha Vida não foram cortados e que havia apenas uma mudança no cronograma.
– Ela disse que há 250 mil moradias sendo construídas e 750 mil já foram contratadas. Então, não adianta deixar o dinheiro guardado – contou o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (PR-MG).
Nenhum dos líderes, segundo o ministro Luiz Sérgio, fez menção sobre o corte de R$ 18 bilhões das emendas parlamentares durante a reunião.
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