Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Dilma e Humala tratam da pobreza

Sexta, 10 de Junho de 2011 às 07:05, por: CdB

Eleito no último domingo presidente do Peru, Ollanta Humala escolheu o Brasil como destino de sua primeira viagem após as eleições. Ontem, em encontro com a presidenta Dilma Rousseff, ele justificou sua escolha: "o Brasil é um sócio estratégico e importante". Na visão de Humala, é também "modelo exitoso de estabilidade macroeconômica com inclusão social".

Os programas sociais e de transferência de renda como o Bolsa Família, Brasil Sem Miséria e o Programa Universidade para Todos (ProUni) pautaram o encontro entre a chefe de Estado brasileiro e o presidente eleito. Humala defende no Peru uma tese que há tempos assumimos: crescimento econômico e inclusão social devem ocorrer simultaneamente. “Um país não pode se considerar rico quando há tanta pobreza”, afirmou o presidente peruano.

A pobreza em seu país atinge 30% dos 29 milhões de habitantes no Peru. Há ainda a pobreza extrema, que sacrifica 10% da população. Já, o combate ao narcotráfico é outra batalha a ser enfrentada com coragem. O problema, na opinião de Humala, que assume dia 28 de julho, exige, inclusive, "a cooperação de todos os países”.

Campanha suja

A propósito. Sobre a importância histórica da vitória eleitoral de Humala, recomendo o artigo de Max Altman, "Peru: mais respeito aos fatos e à democracia", publicado na seção Nossos Convidados. Nele, Altman refuta os argumentos da mídia que tendem a minimizar a trajetória de Humala e o resultado do pleito da semana passada.

O jornalista analisa a campanha suja promovida contra ele por ocasião das eleições. Altman descreve a direita peruana como "obstinada e feroz em todos os terrenos" e a aponta como sendo um dos principais desafios do novo presidente a partir de julho.

"Ollanta Humala, no entanto, é um líder combativo e honrado que há muito vem denunciando as injustiças que se praticam contra o povo peruano. Há razões de sobra para alimentar as esperanças de que será fiel aos compromissos e ao povo que o elegeu", defende Altman. Confira aqui a íntegra do artigo.

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