Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Dilma diz que PAC será mantido e reforçado para combater crise

Quarta, 03 de Dezembro de 2008 às 17:18, por: CdB

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não só será mantido, como reforçado, apesar da crise financeira global.

Dilma disse que o orçamento do PAC vai ter aumento de 26% para 2010, porque todas as obras foram cotadas em 2006. De acordo com a ministra, o dinheiro virá das estatais, que contribuirão com 56% do total; do setor privado, com 17%, e o governo entrará com 7% na seguridade social e 16% no financiamento direto. Os 4% restantes serão a parcela de Estados e municípios.

O tripé do Brasil contra a crise será a manutenção do (PAC), o investimento no pré-sal e a continuidade dos programas sociais, disse Dilma em audiência pública na Câmara dos Deputados.

- O governo não nega a crise de jeito nenhum, mas considera que ela abre possibilidades para o Brasil - disse Dilma.

Segundo ela, com os programas sociais o Brasil mantém um mercado consumidor ativo para movimentar a economia, e com os investimentos para a exploração de petróleo na camada pré-sal o país se prepara para o futuro.

A queda no preço do petróleo não vai interromper a exploração da camada pré-sal, disse Dilma, porque o governo não trabalha com a manutenção desse patamar.

- É desconhecimento do mercado achar que o petróleo vai ficar em 40 dólares o barril, isso vai subir e o pré-sal vai ajudar o Brasil na retomada do crescimento - afirmou. Nesta quarta-feira, o barril do petróleo no mercado futuro de Nova York era negociado na faixa dos 47 dólares.

A ministra acredita que a crise arrefeceu e não cogita novas falências bancárias, como ocorreu no primeiro momento.

- Não haverá quebradeira de bancos. Depois do Lehman Brothers, a situação hoje está bem mais estável - afirmou.

Dilma classificou de "estarrecedora" a notícia de que haveria problemas financeiros na Petrobras por conta de um empréstimo de 2 bilhões de reais que a empresa tomou junto à Caixa Econômica Federal.

Ela salientou que a Petrobras é a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo, e descartou qualquer anormalidade na operação.

- Qual é o problema de num momento de dificuldade de crédito no mundo ela recorrer a um banco que emprestou a taxas mais convidativas? - indagou. "O estranho seria a Petrobras emprestar para a Caixa."

Dilma disse que uma empresa como a Petrobras, com rating de grau de investimento, tem crédito na praça, e que só recorreu à Caixa pelo crédito mais barato.

- Só posso classificar como falta de informação técnica essa hipóteses da Petrobras estar mal das pernas. Não está - assegurou.

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