Dilma diz que instabilidade política não prejudicará Olimpíadas
A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o Brasil vai receber bem atletas e turistas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, apesar da instabilidade política atual no país.
"Tenho certeza de que um país cujo povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso nos próximos meses", disse Dilma
Por Redação, com ABr e Reuters - de Brasília:
A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o Brasil vai receber bem atletas e turistas estrangeiros para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, apesar da grande instabilidade política atual no país. Dilma participou nesta manhã da cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto.
Dilma participou nesta manhã da cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto
- Sabemos das dificuldades políticas que existem em nosso país hoje. Conhecemos a instabilidade política. O Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico da nossa história e da história da democracia do nosso país, conviver porque criamos todas as condições para isso com a melhor recepção de todos os atletas e de todos os visitantes estrangeiros. Tenho certeza de que um país cujo povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso nos próximos meses - afirmou Dilma.
Durante a cerimônia desta terça, em dois momentos ensaiaram-se gritos de “não vai ter golpe” e “Dilma, guerreira do povo brasileiro”, mas foram rapidamente cortados pelo locutor e claramente desagradaram à presidente.
- Vamos todos nós juntos poder ter o orgulho de estarmos oferecendo a melhor Olimpíada do mundo, de sermos quem somos e mostrar ao mundo nosso valor dentro e fora das arenas. Nós sabemos que o que vale é a luta e nós sabemos lutar. Somos todos olímpicos, somos todos Brasil - afirmou a presidente ao encerrar seu discurso.
O presidente do comitê organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que a missão da tocha olímpica é promover a trégua e convocar a população para os Jogos.
- O Rio de Janeiro organiza os jogos na hora certa para se mostrar que aqui se trabalha com coragem e se supera todos os obstáculos. Temos orgulho do nosso país assim, como temos orgulho dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos - afirmou.
Revezamento
A chama dos Jogos Rio 2016 desembarcou em Brasília na manhã desta terça para o início de um revezamento que passará por cerca de 330 cidades de todo o país antes da cerimônia da abertura da Olimpíada, em 5 de agosto, no Maracanã.
O avião que trouxe a chama da Suíça pousou às 7h25 na capital federal, com quase uma hora de atraso. Nuzman foi o encarregado de descer do avião levando o fogo olímpico, que foi acesso na semana passada em cerimônia em Olímpia, na Grécia, e depois passou pelas sedes da Organização das Nações Unidas e do Comitê Olímpico Internacional (COI) na Suíça.
Do aeroporto a chama seguiu para a cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto com a presença de Dilma, ministros, embaixadores e atletas olímpicos brasileiros. Uma pira olímpica foi acesa por Nuzman na rampa do Planalto e, em seguida, Dilma acendeu a tocha.
Coube a Fabiana Claudino, bicampeã olímpica de vôlei em Pequim 2008 e Londres 2012, iniciar o revezamento, descendo a rampa do Planalto.
No primeiro dia de revezamento, a tocha passará por pontos da capital federal como a Catedral Metropolitana, o Memorial JK, Palácio do Itamaraty, Praça dos Três Poderes, fará rapel na ponte JK, um dos cartões postais da capital, e percorrerá parte do trajeto no Lago Paranoá em uma canoa havaiana. Depois percorrerá todos os Estados do país.
O revezamento da tocha será encerrado na cerimônia de abertura da Olimpíada, no Maracanã, em 5 de agosto.
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