Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Dilma diz que instabilidade política não prejudicará Olimpíadas

A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o Brasil vai receber bem atletas e turistas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, apesar da instabilidade política atual no país.

Terça, 03 de Maio de 2016 às 08:30, por: CdB

"Tenho certeza de que um país cujo povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso nos próximos meses", disse Dilma

Por Redação, com ABr e Reuters - de Brasília:
A presidenta Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, que o Brasil vai receber bem atletas e turistas estrangeiros para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, apesar da grande instabilidade política atual no país. Dilma participou nesta manhã da cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto.
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Dilma participou nesta manhã da cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto
- Sabemos das dificuldades políticas que existem em nosso país hoje. Conhecemos a instabilidade política. O Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico da nossa história e da história da democracia do nosso país, conviver porque criamos todas as condições para isso com a melhor recepção de todos os atletas e de todos os visitantes estrangeiros. Tenho certeza de que um país cujo povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso nos próximos meses - afirmou Dilma. Durante a cerimônia desta terça, em dois momentos ensaiaram-se gritos de “não vai ter golpe” e “Dilma, guerreira do povo brasileiro”, mas foram rapidamente cortados pelo locutor e claramente desagradaram à presidente. - Vamos todos nós juntos poder ter o orgulho de estarmos oferecendo a melhor Olimpíada do mundo, de sermos quem somos e mostrar ao mundo nosso valor dentro e fora das arenas. Nós sabemos que o que vale é a luta e nós sabemos lutar. Somos todos olímpicos, somos todos Brasil - afirmou a presidente ao encerrar seu discurso. O presidente do comitê organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que a missão da tocha olímpica é promover a trégua e convocar a população para os Jogos. - O Rio de Janeiro organiza os jogos na hora certa para se mostrar que aqui se trabalha com coragem e se supera todos os obstáculos. Temos orgulho do nosso país assim, como temos orgulho dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos - afirmou.

Revezamento

A chama dos Jogos Rio 2016 desembarcou em Brasília na manhã desta terça para o início de um revezamento que passará por cerca de 330 cidades de todo o país antes da cerimônia da abertura da Olimpíada, em 5 de agosto, no Maracanã. O avião que trouxe a chama da Suíça pousou às 7h25 na capital federal, com quase uma hora de atraso. Nuzman foi o encarregado de descer do avião levando o fogo olímpico, que foi acesso na semana passada em cerimônia em Olímpia, na Grécia, e depois passou pelas sedes da Organização das Nações Unidas e do Comitê Olímpico Internacional (COI) na Suíça. Do aeroporto a chama seguiu para a cerimônia de acendimento da tocha olímpica no Palácio do Planalto com a presença de Dilma, ministros, embaixadores e atletas olímpicos brasileiros. Uma pira olímpica foi acesa por Nuzman na rampa do Planalto e, em seguida, Dilma acendeu a tocha. Coube a Fabiana Claudino, bicampeã olímpica de vôlei em Pequim 2008 e Londres 2012, iniciar o revezamento, descendo a rampa do Planalto. No primeiro dia de revezamento, a tocha passará por pontos da capital federal como a Catedral Metropolitana, o Memorial JK, Palácio do Itamaraty, Praça dos Três Poderes, fará rapel na ponte JK, um dos cartões postais da capital, e percorrerá parte do trajeto no Lago Paranoá em uma canoa havaiana. Depois percorrerá todos os Estados do país. O revezamento da tocha será encerrado na cerimônia de abertura da Olimpíada, no Maracanã, em 5 de agosto.
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