Cotada como pré-candidata à Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira que a crise financeira global não prejudicará o candidato do governo nas eleições de 2010.
- Aqui nós não quebramos - justificou ela em entrevista ao programa de rádio Bom Dia Ministro, divulgada pela Agência Brasil. Dilma ressaltou que foi a primeira vez que o Brasil não quebrou na história das crise financeiras.
A declaração da ministra reforça o discurso do governo de que os problemas internacionais não abaterão o Brasil, apesar de reconhecer seus efeitos em alguns setores da economia do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem em Dilma sua principal auxiliar e vê nela a continuidade de seu projeto de poder.
Segundo a ministra, nem governo nem oposição devem tirar proveito eleitoral da crise.
- O governo não faz isso, ele tem responsabilidade. Se a oposição fizer, vai pagar o ônus, porque ninguém pode apostar que o povo brasileiro não perceba quem está trabalhando pelo bem do país e quem não está - alertou.
A oposição acusa o governo de fazer pirotecnia com a crise. Mais, afirma que Lula só demorou a reconhecer seus efeitos sobre a economia brasileira para não contaminar a disputa municipal e prejudicar candidatos governistas.
O Palácio do Planalto, porém, acusa setores da oposição de apostar na tese do quanto pior, melhor.
Para Dilma, o país está mais bem preparado para enfrentar uma recessão internacional.
- Fizemos o maior superávit primário dos últimos anos. Eles (Estados Unidos e países da Europa) têm um problema seríssimo de insolvência do sistema financeiro - afirmou.