Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Dilma defende manutenção 'irremediável' do combate à pobreza

Segunda, 08 de Setembro de 2008 às 15:56, por: CdB

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou na segunda-feira que os esforços para a erradicação da pobreza devem ser mantidos, acenando para compromissos de um futuro governo.

No mesmo dia em que um jornal argentino publicou entrevista na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que seu sucessor poderá ser uma mulher, Dilma defendeu a permanência da luta contra a desigualdade social.

- É impossível, no mundo moderno, e principalmente neste momento, se pensar num país de 190 milhões de habitantes sem, de forma irremediável, lutar para que esses brasileiros sejam consumidores, trabalhadores ou empresários - afirmou.

Dilma é apontada como possível candidata à sucessão de Lula e sua indicação se reforça com declarações como a que o presidente deu ao jornal Clarín.

- Com muita humildade, digo que vou eleger meu sucessor. Não posso dizer quem é, mas posso assegurar que há muitas possibilidades de que seja uma mulher - disse Lula.

Em discurso durante a cerimônia de abertura do seminário em comemoração aos 200 anos do Ministério da Fazenda, Dilma lembrou aos presentes que é a coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado ano passado pelo governo com o objetivo de destravar o desenvolvimento do país.

Citando o exemplo dos servidores do Ministério da Fazenda, disse que o funcionalismo público deve ser profissional para que o Estado consiga planejar seu futuro e executar suas políticas.

- O PAC é um dos primeiros degraus para os próximos anos no que se refere a uma política sistemática de investimentos no Brasil - afirmou Dilma.

Assim como demonstrou preocupação com os menos favorecidos, a ministra também se dirigiu ao mercado, defendendo o respeito aos contratos, e ainda acenou aos adversários políticos, afirmando que a atual situação do país também se deve a medidas adotadas por governos anteriores. O evento contou com ex-ministros da Fazenda ligados a diversos partidos.

- Se nós não tivermos essa perspectiva histórica do passado, certamente também não conseguiremos pensar o futuro - disse ela.

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