Segunda, 16 de Dezembro de 2013 às 10:29, por: CdB
Bachelet acena para os eleitores, após a vitória nas urnas, na manhã desta segunda-feira
A presidenta Dilma Rousseff destacou o avanço da integração sul-americana na nota oficial de cumprimento a Michelle Bachelet, eleita no domingo para presidir o Chile pelos próximos cinco anos. Esta é a segunda vez que Bachelet governará o país. “Brasil e Chile têm muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul”, diz um trecho da nota. Dilma elogiou o processo eleitoral chileno e chamou Bachelet de “amiga e parceira” do Brasil.
Bachelet conquistou um novo mandato à frente do Palácio de la Moneda ao derrotar em segundo turno a candidata governista, a conservadora Evelyn Matthei, ministra do Trabalho do governo do presidente Sebástian Piñera. A vantagem foi ampla: 62,2% a 37,8% dos votos válidos.
Leia a íntegra da nota:
“Saúdo a senhora Michelle Bachelet pela sua eleição para presidenta do Chile. Michelle é uma amiga e parceira do Brasil. Em nome do povo brasileiro, congratulo-me com os chilenos por mais uma eleição democrática. Estou certa que o meu governo e o de Michelle Bachelet irão aprofundar ainda mais as relações entre nossos países. Brasil e Chile têm muito a cooperar e a construir juntos. Temos uma compreensão clara do papel da integração da América do Sul”.
Vitória ampla
Aos 62 anos, Michelle Bachelet voltará a governar o Chile, a partir de 2014, após as eleições presidenciais realizadas neste domingo. Representante da coligação de oposição Nova Maioria, ela teve 62,2% dos votos, a maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retornou às eleições democráticas, em 1989.
Com a vitória, Bachelet se torna a primeira presidente eleita pela segunda vez em mais de 60 anos no país – após ter sido a primeira mulher presidente do Chile, entre 2006 e 2010. As eleições tiveram cerca de 5,6 milhões de votos, com menos de 50% dos eleitores comparecendo às urnas, segundo o serviço eleitoral chileno.
Por telefone, Bachelet conversou com o atual presidente do país, Sebastián Piñera, e disse que, a partir de março, será a "presidente de todos os chilenos".
– Obrigada por fazerem com que essa cidadã igual a vocês seja hoje presidente – afirmou em discurso público após o anúncio do resultado.
A candidata governista Evelyn Matthei, que ficou com 37,8% dos votos, reconheceu a derrota quando havia cerca de 70% das urnas apuradas, segundo a imprensa local.
– Está claro, ela ganhou e a parabenizo – disse Evelyn, que em seguida visitou Bachelet para cumprimentá-la.
A nova eleição de Bachelet significa a volta da esquerda à presidência do Chile, após quatro anos do governo de centro-direita de Sebastián Piñera, aliado de Matthei. A líder socialista encontra um país diferente do que assumiu em 2006, à frente da Concertação, coalizão de esquerda que governou o Chile por duas décadas.
No primeiro turno, Bachelet teve 46,7% dos votos e a direitista Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.
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