Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef defendeu a edição da Medida Provisória que prevê a possibilidade de compra de bancos privados pelo governo federal, como uma medida preventiva contra efeitos mais drásticos da crise do sistema financeiro internacional na economia brasileira. Segundo a ministra, a MP "permite que o governo, em sendo necessário, empregue um conjunto de práticas para prevenir a crise”. Em conversa com jornalistas, na capital gaúcha, ao lado da candidata petista à prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário, Dilma afirmou que a crise econômica internacional é mais grave do que se pensava.
– É de fato, uma crise de proporções gigantescas, mas o que acontece os países emergentes e especificamente no Brasil é o fato de nós termos mais instrumentos, mais musculatura para enfrentá-la – disse.
Questionada se continuava considerando a crise uma “pequena gripe”, como definido por ela há 20 dias, respondeu com risos:
– Não é uma pneumonia, pneumonia é o que está acontecendo na Inglaterra, com o PIB caindo meio por cento – comparou.
Apoio do FMI
Na esteira da crise, o Banco Mundial planeja aumentar empréstimos para países pobres de forma a compensar o encolhimento dos fluxos de fundos privados para estas economias, informou o diário econômico japonês Nikkei, neste domingo.
A instituição pretende dobrar os empréstimos de longo prazo para estes países para ajudar essas economias enfrentarem a crise mundial de crédito. Em 2007, estes financiamentos do Banco Mundial somaram 13,5 bilhões de dólares.
A ação da instituição acontece em paralelo à decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI), outro organismo multilateral com sede em Washington, de oferecer ajuda a países atingidos ela crise.
Os empréstimos do Banco Mundial terão como alvo cerca de 10 países da Ásia e da África, como Gana, Bangladesh e Camboja, enquanto o FMI terá como foco economias emergentes de médio porte, afirmou o jornal japonês.
A instituição irá oferecer empréstimos com prazos entre 15 e 20 anos e juros praticamente equivalentes à Libor. Empréstimos de emergência para estes países também estão nos planos do Banco Mundial, afirmou o diário japonês.