Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

Dilma: Crise vira uma 'gripe forte' no Brasil e 'pneumonia' na Inglaterra

Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef defendeu a edição da Medida Provisória que prevê a possibilidade de compra de bancos privados pelo governo federal, como uma medida preventiva contra efeitos mais drásticos da crise do sistema financeiro internacional na economia brasileira. (Leia Mais)

Domingo, 26 de Outubro de 2008 às 10:46, por: CdB

Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef defendeu a edição da Medida Provisória que prevê a possibilidade de compra de bancos privados pelo governo federal, como uma medida preventiva contra efeitos mais drásticos da crise do sistema financeiro internacional na economia brasileira. Segundo a ministra, a MP "permite que o governo, em sendo necessário, empregue um conjunto de práticas para prevenir a crise”. Em conversa com jornalistas, na capital gaúcha, ao lado da candidata petista à prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário, Dilma afirmou que a crise econômica internacional é mais grave do que se pensava.

– É de fato, uma crise de proporções gigantescas, mas o que acontece os países emergentes e especificamente no Brasil é o fato de nós termos mais instrumentos, mais musculatura para enfrentá-la – disse.

Questionada se continuava considerando a crise uma “pequena gripe”, como definido por ela há 20 dias, respondeu com risos:

– Não é uma pneumonia, pneumonia é o que está acontecendo na Inglaterra, com o PIB caindo meio por cento – comparou.

Apoio do FMI

Na esteira da crise, o Banco Mundial planeja aumentar empréstimos para países pobres de forma a compensar o encolhimento dos fluxos de fundos privados para estas economias, informou o diário econômico japonês Nikkei, neste domingo.

A instituição pretende dobrar os empréstimos de longo prazo para estes países para ajudar essas economias enfrentarem a crise mundial de crédito. Em 2007, estes financiamentos do Banco Mundial somaram 13,5 bilhões de dólares.

A ação da instituição acontece em paralelo à decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI), outro organismo multilateral com sede em Washington, de oferecer ajuda a países atingidos ela crise.

Os empréstimos do Banco Mundial terão como alvo cerca de 10 países da Ásia e da África, como Gana, Bangladesh e Camboja, enquanto o FMI terá como foco economias emergentes de médio porte, afirmou o jornal japonês.

A instituição irá oferecer empréstimos com prazos entre 15 e 20 anos e juros praticamente equivalentes à Libor. Empréstimos de emergência para estes países também estão nos planos do Banco Mundial, afirmou o diário japonês.

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