Candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff aumentou sua vantagem sobre o adversário, José Serra (PSDB), na corrida presidencial, apontou pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Dilma tem 50% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto Serra aparece com 40%. De acordo com o levantamento, publicado pelo diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, 4% dos entrevistados declararam voto nulo ou branco e 6% responderam que não sabem.
No levantamento anterior do Datafolha, realizado entre 14 e 15 de outubro, Dilma aparecia com 47% das intenções de voto, contra 41% de Serra. Considerados somente os votos válidos, que excluem os brancos, os nulos e os indecisos, a vantagem de Dilma sobre Serra sobe para 12 pontos. A petista aparece com 56% dos votos válidos, contra 44% de Serra, de acordo com o instituto.
No levantamento anterior, Dilma aparecia com 54% dos votos válidos, contra 46% de Serra. O Datafolha mediu também o grau de consolidação de voto dos eleitores. De acordo com a sondagem, 89% dos entrevistados declararam que seus votos estão totalmente decididos, outros 10% afirmaram que ainda podem mudar de voto e 1% disseram não saber.
Eleitores de Marina
Segundo a sondagem, a intenção de voto em Dilma cresceu 8 pontos entre os eleitores que votaram em Marina Silva (PV) no primeiro turno. De acordo com o Datafolha, a petista abocanha 31% dessa parcela do eleitorado, contra 23% na sondagem anterior. Já Serra, que no levantamento realizado entre 14 e 15 de outubro recebia 51% dos votos destinados a Marina, agora é a escolha de 46% desses eleitores.
Com quase 20 milhões de votos e a terceira colocação no primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 3 de outubro, Marina e o PV declararam-se neutros no segundo turno da eleição presidencial no último fim de semana. Pesquisas dos institutos Ibope e Vox Populi, divulgadas nesta semana, apontaram vantagem superior a 10 pontos para a petista. De acordo com o Ibope, Dilma tem 51% contra 40% de Serra. Já de acordo com o Vox Populi, a petista tem 51% contra 39% do tucano.
Apoio em fuga
A candidatura Serra, após a segunda série de pesquisas favoráveis à Dilma, declinou com mais intensidade junto ao mercado financeiro. Muitos investidores, que acreditaram por alguns dias no crescimento da candidatura tucana, perderam o ânimo em um mercado mais privatista diante do crescimento de Dilma. As evidências mais perceptíveis deste movimento surgem no no mercado de juros futuros, no qual os investidores negociam contratos baseados nas variações das taxas de juros. Estas voltaram a subir após ligeira queda, verificada com a divulgação de uma pesquisa CNT/Sensus que indicou Serra e a petista Dilma Rousseff quase empatados. Com a nova arrancada de Dilma, muitos daqueles que apostavam no Estado mínimo previsto por Serra reviram suas posições.
Analistas dos principais bancos mundial também apontam a vantagem folgada de Dilma nas últimas pesquisas como um fator para a elevação daquelas taxas. Contratos com vencimento em janeiro de 2012 estavam cotados com base nas taxas de juros equivalentes a 11,44% antes do primeiro turno da eleição. A taxa desses contratos foi revista para 11,22% na sexta-feira e voltou a subir na véspera, para 11,34%.
Dilma consolida liderança em nova pesquisa de opinião
Candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff aumentou sua vantagem sobre o adversário, José Serra (PSDB), na corrida presidencial, apontou pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Dilma tem 50% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto Serra aparece com 40%.
Sexta, 22 de Outubro de 2010 às 10:09, por: CdB
Candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff aumentou sua vantagem sobre o adversário, José Serra (PSDB), na corrida presidencial, apontou pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Dilma tem 50% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto Serra aparece com 40%. De acordo com o levantamento, publicado pelo diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, 4% dos entrevistados declararam voto nulo ou branco e 6% responderam que não sabem.
No levantamento anterior do Datafolha, realizado entre 14 e 15 de outubro, Dilma aparecia com 47% das intenções de voto, contra 41% de Serra. Considerados somente os votos válidos, que excluem os brancos, os nulos e os indecisos, a vantagem de Dilma sobre Serra sobe para 12 pontos. A petista aparece com 56% dos votos válidos, contra 44% de Serra, de acordo com o instituto.
No levantamento anterior, Dilma aparecia com 54% dos votos válidos, contra 46% de Serra. O Datafolha mediu também o grau de consolidação de voto dos eleitores. De acordo com a sondagem, 89% dos entrevistados declararam que seus votos estão totalmente decididos, outros 10% afirmaram que ainda podem mudar de voto e 1% disseram não saber.
Eleitores de Marina
Segundo a sondagem, a intenção de voto em Dilma cresceu 8 pontos entre os eleitores que votaram em Marina Silva (PV) no primeiro turno. De acordo com o Datafolha, a petista abocanha 31% dessa parcela do eleitorado, contra 23% na sondagem anterior. Já Serra, que no levantamento realizado entre 14 e 15 de outubro recebia 51% dos votos destinados a Marina, agora é a escolha de 46% desses eleitores.
Com quase 20 milhões de votos e a terceira colocação no primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 3 de outubro, Marina e o PV declararam-se neutros no segundo turno da eleição presidencial no último fim de semana. Pesquisas dos institutos Ibope e Vox Populi, divulgadas nesta semana, apontaram vantagem superior a 10 pontos para a petista. De acordo com o Ibope, Dilma tem 51% contra 40% de Serra. Já de acordo com o Vox Populi, a petista tem 51% contra 39% do tucano.
Apoio em fuga
A candidatura Serra, após a segunda série de pesquisas favoráveis à Dilma, declinou com mais intensidade junto ao mercado financeiro. Muitos investidores, que acreditaram por alguns dias no crescimento da candidatura tucana, perderam o ânimo em um mercado mais privatista diante do crescimento de Dilma. As evidências mais perceptíveis deste movimento surgem no no mercado de juros futuros, no qual os investidores negociam contratos baseados nas variações das taxas de juros. Estas voltaram a subir após ligeira queda, verificada com a divulgação de uma pesquisa CNT/Sensus que indicou Serra e a petista Dilma Rousseff quase empatados. Com a nova arrancada de Dilma, muitos daqueles que apostavam no Estado mínimo previsto por Serra reviram suas posições.
Analistas dos principais bancos mundial também apontam a vantagem folgada de Dilma nas últimas pesquisas como um fator para a elevação daquelas taxas. Contratos com vencimento em janeiro de 2012 estavam cotados com base nas taxas de juros equivalentes a 11,44% antes do primeiro turno da eleição. A taxa desses contratos foi revista para 11,22% na sexta-feira e voltou a subir na véspera, para 11,34%.