Davos, este ano, esteve mais para estação de esqui do que para fórum mundial
A presidente Dilma Rousseff colocou como objetivo, para o início do ano que vem, conquistar o empresariado e o comunidade financeira internacional, após adotar uma estratégia de aproximação como setor privado no Brasil. A onda de pessimismo propagada pela imprensa tradicional e replicada na imprensa internacionais, como na revista britânica Economist, tem causado desconfiança sobre a administração política brasileira.
Para interromper esse ciclo, a presidente confirmou presença, pela primeira vez, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro. Segundo Vera Magalhães, do Painel, coluna no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, a presidenta pretende mostrar-se aberta às propostas dos grandes grupos econômicos mundiais e fará um discurso centrado no sucesso das concessões. Terá encontros com empresários e banqueiros. Nos últimos 10 anos, o Brasil ocupou um lugar de destaque no Fórum. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ganhar o prêmio de estadista do ano em uma das edições.
Em 2012, o governo brasileiro organizou uma festa avaliada em US$ 5 milhões para promover o País, mas sem a presença da presidente Dilma, que foi representada pelo ministro Guido Mantega. Para esta edição, a entidade publicou um informe sobre as perspectivas para 2014. Para a América Latina, destaca a questão de desigualdade social, o baixo crescimento e a educação como os grandes desafios identificados por empresários de todo o mundo.
Dilma terá de dividir as atenções com o também presidenciável Eduardo Campos (PSB), que foi convidado ao evento e deve levar sua aliada, a ex-senadora Marina Silva.
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