Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

Dilma condena uso da crise mundial em campanhas eleitorais

Ao comentar os reflexos da crise financeira internacional no âmbito político e na sucessão presidencial de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou nesta sexta-feira que nem governo nem oposição podem tirar proveito eleitoral da crise. (Leia Mais)

Sexta, 31 de Outubro de 2008 às 09:42, por: CdB

Ao comentar os reflexos da crise financeira internacional no âmbito político e na sucessão presidencial de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou nesta sexta-feira que nem governo nem oposição podem tirar proveito eleitoral  da crise.

– O governo não faz isso, ele tem responsabilidade. Se a oposição fizer, vai pagar o ônus, porque ninguém pode apostar que o povo brasileiro não perceba quem está trabalhando pelo bem do país e quem não está. E governo e oposição são obrigados a trabalhar pelo bem do país da mesma forma – disse a ministra.

Sobre a participação nas eleições municipais de 2008, Dilma lembrou que havia tempo que não fazia “uma campanha direta assim” e que o processo eleitoral permitiu à ela uma boa visão do país.

– Temos uma característica muito interessante: o nosso povo é alegre e a eleição, dificilmente, não é uma festa. Tem um componente de integração democrática que é muito bom de viver – afirmou a possível candidata do PT à sucessão presidencial, em 2010.

A ministra não teme que a conclusão do pleito municipal abra espaço para que ela se torne alvo da oposição.

– Não acho que ela tem me tratado mal. Ela me trata como oposição e isso é do jogo – disse.

Dilma negou ainda que o apoio prestado por ela a algumas prefeituras tenha sido planejado como uma alternativa para diminuir resistências a ela dentro do próprio PT:

– Não (do processo eleitoral) participei por isso. Participei, porque é uma questão importante para a cidadã e para a ministra que sou.

Para Dilma, uma possível desaceleração na economia brasileira não prejudicará o candidato do partido na disputa presidencial em 2010.

– Aqui nós não quebramos – disse, em referência à crise internacional.

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