Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Dilma concorda com relatório da OCDE que aponta recuperação mundial

Segunda, 09 de Dezembro de 2013 às 13:08, por: CdB
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Ao lado do ex-presidente Bill Clinton, a presidenta Dilma aponta cenário benigno para a economia brasileira
A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira, que o Brasil está em "situação confortável" frente à incerteza da economia global e que as contas públicas sob controle são um dos fundamentos da economia brasileira. – De país devedor, nós passamos à condição de país credor. Nós acumulamos US$ 375 bilhões em reservas (cambiais), o que nos coloca em situação confortável frente às incertezas da situação financeira internacional – disse a presidenta, durante o encontro Clinton Global Initiative, no Rio de Janeiro. Segundo afirmou, na última década o Brasil teve uma forte expansão econômica, que "não se fez às custas da desigualdade social, do desequilíbrio macroeconômico ou da vulnerabilidade externa". Analistas de mercado têm dito que o cenário fiscal brasileiro está deteriorado podendo fazer com que o Brasil sofra um rebaixamento de sua nota de crédito por agência de avaliação de risco. Dilma voltou a defender o controle do Brasil sobre as contas públicas e a inflação, argumentando que em 2002, quando o PT assumiu o governo, o IPCA estava em 12,5% ano. E, nos anos petistas, a inflação ficou em média entre 5,8% e 5,9%. – A inflação vai fechar esse ano de 2013 num de seus patamares de estabilidade em torno 5,8%, 5,9%. E isso significa que ela se manteve dentro da meta traçada nos últimos 10 anos. A relação dívida líquida sobre PIB, por exemplo, chegou agora em 2013 a um de seus menores patamares, ou seja, 35% do PIB, contra 60,4% do PIB há 10 anos – disse. Após o evento, Dilma embarcou para África do Sul, onde participa da cerimônia de chefes de Estado em homenagem ao ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, que morreu na última quinta-feira. Cenário benigno Ainda nesta segunda-feira, Dilma recebeu o relatório que aponta um cenário benigno para a maioria das principais economias, com a zona do euro ganhando ímpeto conforme sua crise de dívida se enfraquece. O documento é assinado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A organização, com sede em Paris, informou que seu indicador composto, que contempla 33 países-membros, indicou que a taxa de crescimento retornou para a tendência de longo prazo. O indicador, que é projetado para sinalizar pontos de inflexão no ciclo econômico, subiu para 100,7 em outubro, ante 100,6 em setembro. Isso o coloca ainda mais acima da média de longo prazo de 100 e atinge o maior nível em mais de dois anos. A leitura para a zona do euro aumentou para 100,9 ante 100,7 em setembro, o que é um indicativo de "mudança positiva no ímpeto", segundo informou a OCDE em comunicado. A leitura para a maior potência da região, a Alemanha, subiu para 100,7, ante 100,5. O indicador para a França melhorou para 100,2, ante taxa de tendência de longo prazo de 100,0 em setembro. A OCDE informou que a economia norte-americana, a maior do mundo, está perto da sua taxa de tendência com leitura estável de 100,8. A economia japonesa ficou acima da velocidade de sua tendência, em 101,3, acima de 101,1 em setembro.
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