A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) evocou o livro O Poço do Visconde, de Monteiro Lobato, ao falar sobre a descoberta da camada pré-sal e as possibilidades que ela oferece ao país, em seu discurso nesta terça-feira durante a cerimônia de extração do primeiro óleo do campo de Jubarte.
Em O Poço do Visconde, Monteiro Lobato fala da existência de petróleo no Brasil antes de sua descoberta, apostando na capacidade do país de encontrá-lo e explorá-lo.
Dilma defendeu que os recursos a serem obtidos com o petróleo do pré-sal se destinem à educação e à promoção social.
- O que o pré-sal pode permitir é que essas pessoas passem da pobreza pelo menos para a classe média - disse em seu discurso a ministra, que iniciou sua fala citando o O Poço do Visconde e a encerrou comparando o Brasil ao Sítio do Picapau Amarelo.
- Acho que nós voltamos ao Sítio do Picapau Amarelo. Aquele sítio é o Brasil e a Petrobras achou petróleo atrás do celeiro - disse Dilma em alusão à passagem do livro O Poço do Visconde em que dona Benta pede para Emília beliscá-la quando o petróleo começa a jorrar no terreno do sítio.
Após o discurso, Dilma deixou o evento às pressas para pegar o avião e ao ser perguntada por jornalistas sobre o que achava da aliança para a sucessão de 2010 sugerida por Ciro Gomes, sorriu e limitou-se a dizer
- Adoro o Ciro, gosto muito dele, é um grande amigo - afirmou.