Nesta sexta-feira, a ministra Dilma Rouseff cancelou todos os seus compromissos e ficará o dia todo em Brasília, apenas com compromissos internos no Palácio do Planalto. Ela deveria participar de uma reunião das obras do PAC em Niterói, no Rio de Janeiro.
A acessoria de imprensa do ministério negou que o cancelamento tenha algum involvimento com com os últimos episódios da crise que envolve o dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo nota à imprensa, a ministra encontra-se gripada.
Berlinda
Uma cópia do arquivo da Casa Civil revelou que o dossiê sobre os gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já saiu pronto do Palácio do Planalto e que não teria sido elaborado através do "banco de dados", como o governo vem defendendo. É o que informa reportagem, desta sexta-feira, do jornal paulista Folha de S. Paulo.
Segundo a reportagem, uma planilha do Excel foi elaborada no dia 11 de fevereiro, período em que antecedeu o lançamento da CPI dos Cartões, mas em que as denúncias de irregularidades já estavam acentuadas.
Segundo a Folha, o documento segue uma "lógica política" e dividiu a planilha por nomes e seus respectivos gastos com os cartões.
Em 19 de fevereiro, o jornal paulista, Estado de São Paulo, divulgou uma matéria sobre a elaboração de um dossiê que seria distribuido a aliados assim que fosse instalada a CPI dos Cartões. Um mês depois, uma reportagem da revista Veja mostrou detalhes do documento, com gastos pessoais do ex-presidente e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso entre 1998 e 2001.
Oposição
Atualmente, o trabalho da CPMI está muito lento e com tendências de afundar. A base aliada afirmou nesta quinta-feira que não irá votar nenhum requerimento até que os esclarecimentos sobre o vazamentos dos dados do "banco de dados" sejam esclarecido.
A oposição, para possibilitar o prosseguimento dos trabalhos de investigação do caso pretende aprovar o requerimento de criação de uma CPI exclusiva do Senado, onde a base aliada terá dificuldade de ter maioria.