Dilma almoça com Lula após reunião com governador e prefeito paulistas
A presidente Dilma Rousseff almoçou, nesta sexta-feira, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Ela mudou sua agenda pela manhã para incluir a viagem à capital paulista. À tarde, ela se reúne com o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), no escritório da Presidência, nesta capital.
A presidente Dilma Rousseff almoçou, nesta sexta-feira, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Ela mudou sua agenda pela manhã para incluir a viagem à capital paulista. À tarde, ela se reúne com o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), no escritório da Presidência, nesta capital. O encontro, segundo a assessoria da Presidência, tratará dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014.
O ministro Orlando Silva (Esporte) participou da reunião com Alckmin e Kassab. Dilma e Lula tem mantido encontros periódicos a cada duas semanas, além de se falarem com frequência ao telefone. A última vez que se encontraram foi em Brasília, no aniversário do PT, em 10 de fevereiro. A presidente, que tem volta prevista a Brasília para o final do dia, pode ainda incluir em sua agenda uma visita ao ex-vice-presidente José Alencar, que continua internado no hospital Sírio-Libanês.
Nova MP
Dilma também decidiu, nesta manhã, encaminhar nos próximos dias ao Congresso uma medida provisória (MP) que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Segundo o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, Dilma determinou à Fazenda que prepare o texto o mais rápido possível. Com o reajuste em 4,5%, ficará isento do Imposto de Renda quem tem renda de até R$ 1.566,61. A correção é baseada na meta de inflação, mesmo critério utilizado entre os anos de 2008 e 2010. As centrais sindicais defendem um reajuste de 6,47%, o valor da inflação do ano passado. Isso isentaria de imposto quem ganha até R$ 1.596,15.
Luiz Sérgio, porém, descartou qualquer possibilidade de o governo ceder aos sindicalistas. “O governo fez um acordo com as centrais para o reajuste do mínimo e da tabela de imposto de renda e vai cumprir o acordo feito”, disse o ministro.
A presidenta se comprometeu a “discutir a pauta das centrais sindicais na semana que vem”, segundo relato do senador Paulo Paim (PT-RS), que se reuniu na véspera com Dilma, antes de anunciar que votaria a favor do salário mínimo de R$ 545, proposto pelo governo. Na rodada de negociação, de acordo com o senador, seriam discutidas alternativas ao fator previdenciário e uma política de reajustes para os aposentados. As conversas, no entanto, só serão iniciadas depois do envio da proposta de correção da tabela do Imposto de Renda, o que desagradou às centrais.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical entendem que isso significa que o Executivo não vai ceder um milímetro na posição dos 4,5%, a exemplo do que fez na votação do salário mínimo, fixado em R$ 545 na votação da Câmara.
– Estou achando que é mais uma imposição, porque já está mandando os 4,5% – disse aos jornalistas o presidente da Força, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.