O governo Dilma acertou o afastamento do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Hideraldo Caron. Ele era o único indicado pelo PT na direção do órgão comandado pelo PR desde o governo Lula.Nesta segunda-feira (18), o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) voltou ao Planalto para uma nova reunião com a presidente Dilma Rousseff. Ficou acertado que ele fará uma lista com nomes técnicos para substituir os dirigentes afastados do ministério e do Dnit.
Segundo assessores do Planalto, Dilma quer anunciar a reestruturação no órgão já com os novos titulares. A decisão de afastar Caron se soma à pressão do PR para tirá-lo do cargo. O partido considerou sua saída "uma questão de honra", uma vez que outros nomes, indicados pela legenda, foram afastados acusados de envolvimento em denúncias de corrupção -incluindo o ex-ministro Alfredo Nascimento.
Caron é o responsável administrativo pelos aumentos nos valores de contratos de obras rodoviárias em andamento. O suposto descontrole na liberação de recursos adicionais para obras foi criticado pela presidente.
O Dnit tem sete cadeiras e é um órgão colegiado. As diretorias de Administração e Finanças e de Infraestrutura Aquaviária já estavam vagas antes da crise no órgão.
Já o diretor-geral, Luiz Pagot, um dos alvos das denúncias de superfaturamento e pagamento de propina no ministério, está em férias até o início de agosto. O Palácio do Planalto afirma que ele não retoma o cargo. O Planalto espera, ainda, que Caron e Pagot peçam demissão.
Afastamento
O diretor-executivo José Henrique Sadok de Sá, que substituía Pagot, foi afastado quando se soube que sua mulher, Ana Paula Araújo, é dona da Construtora Araújo, que assinou contratos para obras por meio de convênios com o próprio Dnit. A presidente ainda precisa definir o novo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, que era ocupada por Passos, e o novo presidente da Valec (estatal de obras ferroviárias).
Na segunda, o governo publicou resolução que permite que um servidor técnico seja indicado para o lugar de Pagot enquanto o futuro diretor-geral do órgão não for sabatinado no Senado. O texto diz que, "em caso de impedimento ou vacância do diretor executivo, a indicação do substituto interino do diretor-geral será feita pelo ministro dos Transportes".
Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
Dilma afasta representante do PT no Ministério dos Transportes
Terça, 19 de Julho de 2011 às 06:14, por: CdB