Wall Street encara nesta quarta-feira o segundo dia de debates políticos sobre a proposta de US$ 700 bilhões para resgatar bancos em apuros, ao mesmo tempo em que o bilionário Warren Buffett deu um voto de confiança aos mercados, ao anunciar investimentos de US$ 5 bilhões no gigante Goldman Sachs.
A crise financeira se tornou o assunto número 1 para as eleições presidenciais de 4 de novembro, e como muitos parlamentares estão em busca da reeleição, a maioria está relutante em simplesmente dar o carimbo de aprovação ao pacote proposto pelo governo do presidente Georg W. Bush.
As bolsas de valores em Wall Street abriram a sessão em alta, animadas pela notícia sobre o investimento de Buffett no Goldman Sachs. Mas a volatilidade impedia que os mercados firmassem uma tendência. O Berkshire Hathaway de Buffett irá comprar até 9% do Goldman, que anunciou planos de vender US$ 2,5 bilhões em ações ordinárias.
O terceiro maior banco do Japão, o Sumitomo Mitsui Financial Group, também planeja investir no Goldman, informou a mídia japonesa nesta quarta-feira. Empresas financeiras do Japão já compraram ativos do Lehman Brothers e uma participação no Morgan Stanley, aproveitando o momento conturbado para ampliar a presença nos mercados internacionais.
Crise alemã
A confiança empresarial na Alemanha se deteriorou pelo quarto mês seguido em setembro, atingindo o menor patamar desde maio de 2005, à medida em que as empresas passaram a ter perspectivas mais pessimistas diante da crise financeira internacional. De acordo com o instituto de pesquisas econômicas Ifo, o indicador de confiança nos negócios, baseado numa pesquisa mensal com cerca de 7 mil empresas, caiu para 92,9 pontos, ante 94,8 em agosto.
O dado ficou abaixo da estimativa apurada em levantamento feito pela agência inglesa de notícias Reuters. Os economistas consultados esperavam uma leitura de 94,1.
– Isso reinforça nossas expectativas negativas sobre a situação econômica na Alemanha nos próximos meses e no próximo ano – afirmou Gernot Griebling, da LBBW.