Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Diferentes dos portugueses, brasileiros são contra o aborto

Em uma coisa, com certeza, o Brasil discorda de Portugal. Lá, nesta terça-feira, o primeiro-ministro conservador, Aníbal Cavaco Silva, sancionou a lei descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez durante as primeiras 10 semanas. (Leia Mais)

Quarta, 11 de Abril de 2007 às 07:49, por: CdB

Em uma coisa, com certeza, o Brasil discorda de Portugal. Lá, nesta terça-feira, o primeiro-ministro conservador, Aníbal Cavaco Silva, sancionou a lei descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez durante as primeiras 10 semanas. Embora ele tivesse poder de veto sobre a norma, optou por promulgar o projeto aprovado no Parlamento depois de 59,25% dos portugueses apoiarem a medida em plebiscito, no dia 11 de fevereiro. Embora o resultado da consulta não fosse de cumprimento obrigatório, uma vez que a abstenção ultrapassou a metade do eleitorado, os portugueses decidiram liberar o aborto.

Entre os leitores do Correio do Brasil, no entanto, nas respostas à enquete formulada há duas semanas, o aborto é considerado "um assassinato" para 42,86% dos 616 votantes, que se declararam "radicalmente contra o aborto".  Outros 12,73% do universo pesquisado, que engloba 3.565 municípios brasileiros, com destaques para o Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, também são contra a interrupção voluntária da gravidez, mas admitem o aborto consentido se houver lei específica para isso, aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao todo, 55,36 dos votos foram contrários à medida.

Na pesquisa, um total de 42,86% dos votos foram favoráveis ao aborto, sendo que 17,86% determinam "seriedade e compaixão" como ítens fundamentais para a interrupção da gravidez e 25% se dizem "radicalmente a favor", por se tratar de "um direito da mulher" tal decisão.

Apenas 1,79% abstiveram-se quanto a opinar sobre o assunto.

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