Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Dieta Mediterrânea reduz riscos de doenças

A Dieta Mediterrânea é uma alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, e baixo consumo de carnes e laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool. (Leia Mais)

Terça, 21 de Abril de 2009 às 11:46, por: CdB
A Dieta Mediterrânea é uma alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, e baixo consumo de carnes e laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool. Recentes estudos evidenciaram que a Dieta Mediterrânea além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares também está associada à redução do risco de Doença de Alzheimer. Os mecanismos protetores da Dieta Mediterrânea sobre o cérebro vão desde a prevenção de doença vascular cerebral a efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. 
 
A Doença de Alzheimer não elimina as funções cerebrais da pessoa de um dia pra o outro, e reconhece-se que o declínio pode começar até 12 anos antes do diagnóstico. Essa é uma doença progressiva, e entre o estado de normalidade e seu diagnóstico, as pessoas passam por um estágio intermediário chamado de Transtorno Cognitivo Leve (TCL) ou comprometimento leve da memória, surge normalmente após os 45 anos podendo acontecer inclusive antes, em algumas situações específicas e deve ser sempre investigado por um especialista. É um distúrbio exclusivo de memória, por isso, muitas vezes, passa despercebido das pessoas. Num paciente com TCL, a primeira coisa que precisa ser feita é afastar a possibilidade de depressão.

Um paciente deprimido de 55, 60 anos pode muito bem estar apresentando um TCL, diz. Nesse caso, além do transtorno de memória, existirão outros sinais e sintomas da doença depressiva. O fato é que nem todas as pessoas que apresentam TCL evoluirão para a Doença de Alzheimer e a ciência tem investido muito para encontrar estratégias que sejam capazes de frear a progressão da doença. Uma pesquisa recém-publicada no Archives of Neurology revela que a Dieta Mediterrânea, além de ser capaz de reduzir o risco de desenvolver o Transtorno Cognitivo Leve, é capaz também de reduzir sua chance de evoluir para a Doença de Alzheimer.
 
Esse efeito protetor já havia sido demonstrado isoladamente entre diferentes componentes da Dieta Mediterrânea, como o consumo moderado de álcool, peixes e ácidos graxos insaturados. Se individualmente esses alimentos já são capazes de proteger nosso cérebro, imagine então a combinação de vários deles.
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