Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Diego Maradona reaparece em público e diz que voltará a Cuba

Sábado, 01 de Maio de 2004 às 06:24, por: CdB

 Diego Armando Maradona concedeu hoje, sexta-feira, a primeira entrevista de televisão depois de deixar a clínica onde estava internado desde o dia 18 de abril e revelou que esteve "no túnel" rumo à morte e que voltará à Cuba, onde se submeteu a um tratamento de reabilitação das drogas.

"Só queria que me cobrissem, tinha muito frio, queria que me mimassem mas era contraditório porque não queria que colocassem em mim o respirador artificial, que foi o que me salvou", disse o ex-astro do futebol em uma entrevista concedida à apresentadora de televisão Susana Giménez.

Do sítio onde se aloja, na cidade de General Rodríguez, a 50 quilômetros a oeste de Buenos Aires, Maradona disse que deixou ontem a clínica Suíço Argentina, onde esteve internado por doze dias por uma crise cárdio-respiratória, com a alta de seu médico pessoal, Alfredo Cahe, e sob sua responsabilidade.

O ex-jogador agradeceu suas filhas, sua mãe e todos os argentinos pelas rezas e pelo carinho expressado durante os últimos dias e disse que esteve "brigando no túnel para não morrer" e que saiu dele porque se cruzou com todos os torcedores do futebol argentino e porque "o Barba", em alusão à Deus, não tinha decido que já era sua "hora".

De camiseta verde e bermuda preta, Maradona disse que ficará uma semana a mais em Buenos Aires e que depois viajará para Cuba e para a Itália, onde tem projetos para serem realizados durante o verão europeu.

Com voz ronca e pouco clara, o ex-jogador disse que, antes de ser internado na clínica, não tinha "um futuro imediato", algo para fazer, e sentia "um vazio enorme", produto da ruptura de sua relação comercial e de amizade com Guillermo Coppola, seu ex-agente.

"Esse vazio foi preenchido por minhas filhas, por outros amigos e pelo povo. Guillermo ( Coppola) não veio me visitar e, se o fizesse, não o receberia", assinalou.

Como desejo, Maradona, de 43 anos, pediu para "continuar vivendo" e que o presidente argentino "Kirchner seja Jesus Cristo" para que seu país progrida.

Ele acrescentou que ama "Che" Guevara, o presidente cubano, Fidel Castro, e que não gosta do governante americano, George W. Bush. Afirma que sua ambição é viajar pelo mundo para conhecer os países que ainda não pisou, como é o caso do Iraque e do Afeganistão.

Seu pai, que tem o mesmo nome, foi internado hoje por prevenção em uma clínica da capital argentina por problemas respiratórios, segundo informou a imprensa local.

Dom Diego, de 76 anos, foi internado por decisão de sua família no Instituto Sacre Coeur, de Buenos Aires, um dia depois de seu filho abandonar por conta própria e sem o consentimento de sua família o centro médico no qual ficou internado desde o dia 18 de abril.

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