Os resultados das campanhas salariais do primeiro semestre mostraram que 96,4% das categorias profissionais conseguiram desempenho positivo, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Este número inclui os reajustes salariais que igualaram ou superaram as perdas inflacionárias dos trabalhadores - e melhora o já positivo resultado de 2006, quando 85,7% dos dissídios resultaram em aumento igual ou superior à inflação.
Resultados
Com data-base em maio, os 25 mil trabalhadores nas usinas de açúcar e álcool do estado de São Paulo, por exemplo, conseguiram reajustes salariais que variaram de 5% a 7%, o que representa aumentos reais da ordem de 1,5% a 3,5%. Ainda não houve acordo em 8 das 80 usinas que negociam com sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de São Paulo.
Já os 530 mil operários da construção civil da capital e do interior paulista tiveram os salários reajustados em 5,5% a partir de 1º de maio, o que significou aumento de cerca de 2% acima da inflação. Pela primeira vez, as convenções coletivas incluíram cláusula que regulamenta a terceirização no setor.