O custo de vida na cidade de São Paulo recuou 0,18 ponto percentual em agosto, resultando em uma variação de 0,14% em setembro diante da registrada em agosto de 0,32%. Os cálculos são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os grupos que mais pressionaram o Índice do Custo de Vida (ICV) foram habitação (0,65%), despesas pessoais (1,39%) e transporte (0,25%). Os que mais caíram foram alimentação (-0,41%) e vestuário (-0,16%)
Segundo os dados, no grupo dos alimentos, a maior retração foi verificada nos produtos in natura e semi-elaborados (-0,84%), seguidos pela indústria alimentícia (-0,35%). Somente a alimentação fora do domicílio subiu (0,43%). No grupo vestuário, apresentaram taxas negativas os itens calçados (-0,20%) e roupas (-0,13%), devido às liquidações de final de estação. Os aumentos nas taxas de esgoto e de água (3,83%) foram os principais responsáveis pela alta na habitação.
No acumulado dos últimos 12 meses o ICV-Dieese registra alta de 6,79%. As maiores altas foram verificadas na alimentação (13,78%), habitação (7,46%) e despesas pessoais (9,13%). As menores variações ocorreram nos itens equipamentos domésticos (-2,10%), vestuário (-0,12%), saúde (2,06%) e transporte (2,54%).
De janeiro a setembro, a inflação foi de 5%. Nesse caso, os aumentos mais significativos foram verificados nos grupos alimentação (8,57%), habitação (6,74%) e despesas pessoais (6,64%). Os grupos equipamentos domésticos, vestuário, transporte e saúde foram que apresentaram taxas menores ou negativas (-1,36%, -0,56%, 1,46% e 1,98% respectivamente.
Segundo estudo do Dieese, a inflação de 6,79% está relacionada à influência dos preços internacionais, principalmente dos alimentos que têm origem na valorização das commodities internacionais.
O estudo indica ainda que, mesmo com a alta do dólar que começou em setembro, no acumulado do ano, houve variação de -8,74%. “Para o setor exportador, ainda que o câmbio estivesse baixo, as receitas mantiveram-se elevadas devido ao aumento dos preços praticados no mercado internacional”, diz o estudo.