Rio de Janeiro, 19 de Outubro de 2026

Dick Cheney reitera apoio dos Estados Unidos à Geórgia

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, reiterou na quinta-feira o apoio norte-americano à Geórgia em seu conflito com a Rússia, país que segundo ele perdeu credibilidade ao realizar uma ação militar "ilegítima". (Leia Mais)

Quinta, 04 de Setembro de 2008 às 07:17, por: CdB

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, reiterou na quinta-feira o apoio norte-americano à Geórgia em seu conflito com a Rússia, país que segundo ele perdeu credibilidade ao realizar uma ação militar "ilegítima."

Cheney, duro crítico dos russos, é a mais importante autoridade dos EUA a visitar a Geórgia desde a curta guerra de agosto, quando Tbilisi tentou reconquistar militarmente o controle da região separatista da Ossétia do Sul.

A ação georgiana atraiu uma violenta reação da Rússia, que além de colocar tropas no país vizinho reconheceu a independência da Ossétia do Sul e de outra região separatista, chamada Abkházia.

– Depois que sua nação conquistou a liberdade na Revolução Rosa, a América saiu em ajuda desta corajosa jovem democracia – disse Cheney a jornalistas, referindo-se ao movimento pacífico que em 2003 permitiu a chegada do presidente pró-ocidente Mikheil Saakashvili ao poder.

– Estamos fazendo isso novamente, enquanto vocês trabalham para superar uma invasão do seu território soberano e uma tentativa ilegítima e unilateral de mudar à força as fronteiras do país, o que foi universalmente condenado pelo mundo livre – disse Cheney, ao lado de Saakashvili, em Tbilisi.

– As ações da Rússia lançaram uma grave dúvida sobre as intenções da Rússia e sua confiabilidade como parceira internacional não só na Geórgia, mas em toda a região e na verdade em todo o sistema internacional – acrescentou o vice-presidente.

Cheney está visitando alguns aliados dos EUA na região começou pelo Azerbaijão e na quinta-feira irá para a Ucrânia, país que, a exemplo da Geórgia, é uma ex-república soviética que pleiteia adesão à Otan. O vice de George W. Bush também fará uma escala na Itália.

A viagem dele irritou o Kremlin, que acusa os EUA de alimentarem as tensões no Cáucaso ao estimular as ações de Saakashvili.

Azerbaijão e Geórgia estão em uma rota de oleodutos e gasodutos que abastecem o Ocidente sem passar pela Rússia. Muitos países vêem com preocupação a instabilidade nessa área.
Moscou diz ter agido para evitar um genocídio na Ossétia do Sul. Os russos mantêm uma "zona-tampão" em território georgiano, em torno das regiões separatistas, o que o Ocidente diz violar a trégua mediada pela França. O Kremlin diz que essas forças vão preservar a segurança e não violam o acordo.

Cheney disse que os EUA estão "plenamente comprometidos" com a adesão da Geórgia à Otan, que segundo ele é uma "aliança defensiva" que não ameaça a Rússia.

Os EUA cogitam alguma retaliação a Moscou, como o cancelamento de um acordo nuclear civil, mas em geral o Ocidente parece receoso em adotar medidas que isolem a Rússia, principal fornecedor de energia para a Europa.

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