Diário Oficial traz publicada exoneração de Palocci e nomeação de Hoffmann
O Diário Oficial da União publicou em sua edição desta quarta-feira o decreto, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, em que exonera, a pedido, Antonio Palocci do cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.
O Diário Oficial da União publicou em sua edição desta quarta-feira o decreto, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, em que exonera, a pedido, Antonio Palocci do cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Palocci pediu demissão na tarde passada, cerca de 20 dias depois das primeiras denúncias sobre sua evolução patrimonial nos últimos quatro anos. Ele será substituído pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que tomou posse no Palácio do Planalto, à tarde.
Em entrevista após ser indicada para o cargo, Hoffmann afirmou que a articulação política do governo não faz parte das atividades que assume.
– Vou fazer o trabalho que a presidenta Dilma está pedindo, que é um trabalho de gestão. Ela quer o funcionamento da Casa Civil na área de gestão, de acompanhamento dos projetos. A presidente disse que meu perfil se adequa àquilo que ela pretende na Casa Civil. É uma ação de gestão, é com isso que eu estou comprometida – disse.
Ela também lembrou que conhece Dilma desde quando trabalharam na equipe de transição do primeiro governo do presidente Lula. Hoffmann disse ainda que, ao contrário do que ocorre hoje no Senado, adotará uma posição diferente na Casa Civil, sem discriminar as propostas sugeridas por senadores da oposição.
– Vou conversar sobre a relação no Senado, falar dos meus posicionamentos inclusive com os senadores da oposição, a quem respeito muito – afirmou ao ser questionada sobre a queixa da oposição quanto ao seu modo de "tratorar" os interesses do governo no Senado.
Por fim, a nova ministra lamentou a saída de Palocci, apesar de ser uma das integrantes da bancada que se posicionou quanto à necessidade dele se explicar publicamente sobre o crescimento de seu patrimônio.
– É um momento triste, depois do relatório da procuradoria que colocou de forma muito clara a situação. É uma pena perder o ministro Palocci nesse governo – concluiu Hoffmann.
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