Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Diário francês atribui alta do dólar a subida de Lula nas pesquisas

O jornal francês Le Monde publicou em sua edição desta sexta-feira uma matéria comentando o impacto causado no mercado financeiro pelo crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O poder do marketing eleitoral nos meios de comunicação também é tratado no texto. "O efeito Lula atacou mais uma vez. Sempre que as pesquisas presidenciais indicam um crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva, a cotação do dólar faz exatamente o mesmo", destaca o jornal. O Le Monde afirma que o percentual de 41% a 42% que Lula tem nas intenções de voto lhe permite esperar uma vitória logo no primeiro turno e que essa expectativa fez com que a cotação do dólar "levantasse vôo". (Leia Mais)

Sexta, 20 de Setembro de 2002 às 18:32, por: CdB

O jornal francês Le Monde publicou em sua edição desta sexta-feira uma matéria comentando o impacto causado no mercado financeiro pelo crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O poder do marketing eleitoral nos meios de comunicação também é tratado no texto. "O efeito Lula atacou mais uma vez. Sempre que as pesquisas presidenciais indicam um crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva, a cotação do dólar faz exatamente o mesmo", destaca o jornal. O Le Monde afirma que o percentual de 41% a 42% que Lula tem nas intenções de voto lhe permite esperar uma vitória logo no primeiro turno e que essa expectativa fez com que a cotação do dólar "levantasse vôo". "Embora ele tenha endossado oficialmente o acordo de transição que foi assinado recentemente pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o antigo líder sindical continua a fazer figura de espantalho, tanto nas sedes de grandes empresas da Avenida Paulista, a região dos negócios de São Paulo, como em Wall Street", informa o jornal. O Le Monde destaca ainda que Lula "não economizou esforços para tentar acalmar os ânimos" após ter escolhido para ser o seu candidato à vice-presidência um dos "superpatrões da indústria têxtil", o senador José Alencar, e ter se aliado com um partido de direita, o PL. "Essa tentativa de aumentar ao máximo o espectro de opiniões a serem conquistadas dentro do universo eleitoral está dando resultados nas pesquisas. É justamente contra esta estratégia que o seu principal rival, José Serra, o sucessor designado do presidente Cardoso, está concentrando todo o seu poder de fogo", informa o Le Monde. Televisão Assim como outros periódicos internacionais já fizeram, o jornal francês destacou o papel da televisão na disputa presidencial. O texto citou uma pesquisa publicada pela revista Veja sobre o papel da televisão na decisão do eleitorado. "Nos 53 pleitos analisados (incluindo eleições presidenciais, municipais e as escolhas dos governadores dos Estados, no decorrer das três últimas consultas eleitorais), a televisão permitiu a um candidato inicialmente não-favorito de se qualificar para o segundo turno em cerca de metade dos casos", destacou o periódico ressaltando que a "televisão também teve um peso considerável nas três derrotas que Lula sofreu nas eleições presidenciais desde 1989". Segundo o jornal "a reação do candidato predileto dos meios financeiros [Serra] confirma, por enquanto, o impacto considerável da propaganda televisiva".

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