Rio de Janeiro, 10 de Abril de 2026

Diante da confusão, TSE acena com recuo

Depois da radicalização do entendimento da verticalização pelo TSE, que surpreendeu os partidos e jogou por terra as alianças e articulações já feitas, o ministro Marco Aurélio admite que pode haver a reinterpretação de alguns pontos. (Leia mais)

Quinta, 08 de Junho de 2006 às 08:14, por: CdB

Vaivém

Diante da confusão armada com a nova interpretação da verticalização dada pelo TSE, o ministro Marco Aurélio está dando mostras de que pode haver um recuo. Seria uma demonstração de bom senso. Mas, de qualquer forma, é inaceitável que as regras do jogo sejam mudadas a cada instante porque dá na veneta dos juízes.

 

Vladimir no telhado

Se for mantida a proibição de que partidos coligados no plano nacional lancem candidatos diferentes aos governos estaduais, a candidatura de Vladimir Palmeira corre sério risco. Tanto ele como o senador Marcelo Crivela querem disputar o governo estadual e apóiam Lula. Crivela tem 18% nas pesquisas, Vladimir, 2%. Será que, pela segunda vez, Vladimir vai ser atropelado pelo PT nacional?

 

Quadrilha?

O PT acusava o governo FHC de criminalizar os movimentos populares. Tinha razão. Mas não será fazer o mesmo indiciar os líderes do MLST por formação de quadrilha, tentativa de homicídio e corrupção de menores? Seria o MLST uma quadrilha? Levar filhos para manifestações (como sempre fez o MST) configura corrupção de menores? Agredir alguém em meio a um conflito generalizado é tentativa de homicídio? É preciso cautela. Uma coisa é responsabilizar os envolvidos no quebra-quebra pelos danos ao patrimônio público. Outra, é forçar a barra para enquadrá-los em artigos do Código Penal.

 

Filosofia de trabalho

De novo, tivemos inocentes feridos em tiroteio entre policiais e traficantes. Desta vez, foram 17 alunos, com idades entre 8 e 11 anos, na Escola Municipal Henrique Fôreis, nas proximidades do Complexo do Alemão. É preciso dar um basta nisso. Muito mais grave do que deixar bandidos fugir é pôr em risco a vida de dezenas de crianças. Não importa quem atirou primeiro, se os policiais ou os traficantes. Se há uma escola na linha de tiro, cabe à polícia se retirar e voltar mais tarde, mesmo que tenha sido atacada. Mas, para isso, é preciso modificar radicalmente a filosofia de trabalho da polícia. E fazê-la funcionar tendo como objetivo número um a segurança dos cidadãos.

 

Overdose

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