Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Diabético pode ter vida saudável se controlar a doença, diz OMS

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que quem tem diabetes pode ter vida longa e saudável se a doença for detectada a tempo e bem controlada

Quinta, 07 de Abril de 2016 às 07:23, por: CdB

 

O número de diabéticos nas Américas triplicou desde 1980 e segundo a OMS, a doença é a quarta maior causa de morte na região, depois do infarto, acidente vascular cerebral e de demências

  Por Redação, com ABr - de Brasília:   Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que quem tem diabetes pode ter vida longa e saudável se a doença for detectada a tempo e bem controlada. A endocrinologista Michele Borba, que atende em uma unidade de saúde do Distrito Federal voltada para a doença, aconselha a quem tem histórico na família que faça o exame de glicemia em jejum anualmente para melhor controle.
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Endocrinologista aconselha a quem tem histórico da doença na família que faça o exame de glicemia em jejum anualmente
O número de diabéticos nas Américas triplicou desde 1980 e segundo a OMS, a doença é a quarta maior causa de morte na região, depois do infarto, acidente vascular cerebral e de demências. De acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), no Brasil mais de 57 mil pessoas morreram por complicações relacionadas à doença em 2013. O diabetes foi o tema escolhido pela OMS para marcar o Dia Mundial da Saúde, lembrado nesta quinta-feira. A organização e o Minsitério da Saúde devem divulgar dados atualizados sobre a doença no país. Segundo Michele, esse aumento é percebido no dia a dia no posto e as maiores causas são o sedentarismo e a má alimentação. A especialista lembra que resumidamente, o diabetes do tipo 1 é uma doença autoimune, já o do tipo 2 tem uma carga genética, mas o estilo de vida é decisivo para desencadear a doença. – A do tipo 1 tem autoimunidade. Em algum momento da vida, a pessoa tem anticorpos que reagem contra as células do pâncreas, que são produtoras de insulina. Isso pode ter caráter multifatorial. Há genética envolvida, mas pode ter outros fatores – afirmou, acrescentando que as pessoas costumam ser diagnosticadas crianças ou jovens. Já a do tipo 2 é mais frequente entre os 40 e 50 anos de idade. “Com sedentarismo, obesidade e hábitos alimentares ruins, a pessoa que tem uma carga genética de propensão para a doença, mais cedo ou mais tarde acaba desenvolvendo o diabetes tipo 2, mas isso pode ser evitado com mudança de estilo de vida”. A médica lembra que não há cura para a doença, mas sim prevenção e controle. “Se você tem história familiar, alimentar-se de forma saudável e fazer atividade física é uma prevenção”, sugere. Dados da OMS indicam que nas Américas mais de 60% da população estão acima do peso ou obesa, em grande parte como resultado de mudanças de estilo de vida relacionadas ao desenvolvimento e à globalização. O novo relatório da organização destaca que o aumento de casos do diabetes pode ser retardado por meio de uma combinação de políticas fiscais, legislação, mudanças no meio ambiente e conscientização das pessoas para a necessidade de modificar os fatores de risco para a doença. “Isso inclui políticas que aumentem os impostos sobre bebidas açucaradas e a adoção de rotulagem frontal nos alimentos, alertando os consumidores sobre os produtos processados com alta quantidade de gordura, açúcar e sal, com o objetivo de desencorajar seu consumo”, diz a OMS.
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