Pessoas da terceira idade que forem ao Forte de Copacabana, nesta quarta-feira, terão à disposição durante o dia todo uma programação gratuita de atividades, organizada pelo Sesc Rio, para comemorar o Dia Nacional do Idoso. São serviços de saúde e ações sociais, esportivas, educacionais, culturais e de lazer voltadas para idosos, como aferição da pressão arterial, testes de glicose e de colesterol, auto-exames da mama e da próstata, entre outros serviços ligados à saúde, e aulas de ginástica, alongamento, dança de salão e tai-chi-chuan, além de oficinas de xadrez gigante e tabuleiro.
Nas tendas, as pessoas poderão receber ainda orientações e dicas sobre alimentação saudável e exercer habilidades na oficina de bijuterias ou aprender na oficina de rua, com professores da Universidade Federal Fluminense (UFF), a driblar no dia-a-dia as barreiras que encontram na cidade, como calçadas irregulares, buracos, bueiros, raízes de árvores, pisos irregulares, pedras portuguesas, poças de água, degraus, pisos escorregadios etc.
– A importância da comemoração do Dia Nacional do Idoso é a oportunidade de mostrarmos que a pessoa da terceira idade hoje em dia tem uma vida longa e, portanto, precisa trabalhar sua parte física e mental, praticando esportes, fazendo prevenção, recebendo orientações, convivendo com outras pessoas. São vários fatores que contribuem para uma longevidade saudável. Acabou o tempo em que a imagem do idoso era ligada a doenças, reclamações e sedentarismo – afirmou a gerente de saúde do Sesc Rio e coordenadora do evento no Forte de Copacabana, Ana Maria Pimentel.
O Sesc Rio desenvolve no estado mais de 500 programas nas diversas áreas de atuação. Com uma programação que envolve saúde, educação, turismo, cultura, esporte e lazer, a instituição estimula os idosos a buscarem uma velhice ativa.
Os idosos são hoje no Brasil 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. As mulheres são maioria (62,4%). A maior parte dos 14,5 milhões de idosos vive nas grandes cidades. No Rio, Copacabana tem a maior concentração de pessoas da terceira idade do Brasil, com mais de 40 mil idosos.
O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população – em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões (2,1%).
A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que no início da década de 90. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no país deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total) e a esperança de vida, a 70,3 anos.
A importância dos idosos para o País não se resume à sua crescente participação no total da população. Boa parte dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas. Além disso, 54,5% dos idosos chefes de família vivem com os seus filhos e os sustentam. Pela legislação brasileira, são considerados idosos todos aqueles maiores de 60 anos de idade.