Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

DH vai investigar se Chopp foi executado por PMs

O assassinato do chefe do tráfico de Parada de Lucas, José Carlos Lopes, conhecido como Chopp, de 40 anos — que foi encontrado morto com três tiros, sendo um deles de fuzil no rosto, na manhã do último domingo, perto de uma mata na comunidade — está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH). Nos próximos dias, a Polícia Civil pedirá informações ao 16º BPM (Olaria), unidade responsável pela área, para saber se houve alguma operação na favela na madrugada do último sábado.

Quarta, 17 de Novembro de 2010 às 12:06, por: CdB

O assassinato do chefe do tráfico de Parada de Lucas, José Carlos Lopes, conhecido como Chopp, de 40 anos — que foi encontrado morto com três tiros, sendo um deles de fuzil no rosto, na manhã do último domingo, perto de uma mata na comunidade — está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH). Nos próximos dias, a Polícia Civil pedirá informações ao 16º BPM (Olaria), unidade responsável pela área, para saber se houve alguma operação na favela na madrugada do último sábado. O batalhão nega qualquer incursão oficial. Afirma ter feito apenas uma operação na tarde da última sexta-feira no local, quando prendeu dois homens armados e que nenhum confronto foi registrado. Depois do enterro de Chopp, na manhã da última segunda-feira, no Cemitério de Irajá, dois líderes comunitários foram à 38ª DP (Brás de Pina), com mais 13 moradores, para registrar queixa de abuso de autoridade contra PMs. Todos disseram não saber de que batalhão seriam os policiais que estariam cometendo arbitrariedades em Parada de Lucas e Vigário Geral, invadindo casas, xingando e agredindo moradores. Dois deles disseram ter visto PMs na comunidade por volta das 23h do último sábado. O corpo de Chopp chegou ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, às 7h59 do último domingo, com tiros no rosto, tórax e perna. A polícia, entretanto, não descarta a hipótese de se tratar de um ‘golpe de estado’ dentro da quadrilha.

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