Escritório de Direitos Humanos da ONU acredita que mortes teriam ocorrido na capital comercial marfinense, Abidjan, por milícias leais ao ex-presidente Laurent Gbagbo.
Civis na Costa do Marfim
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
As Nações Unidas informaram que mais de 50 corpos foram achados em valas comuns na capital comercial da Cote d'Ivoire, Abidjan. Outros 20 teriam sido encontrados em áreas separadas.
A informação foi dada pelo Escritório da ONU de Direitos Humanos, nesta segunda-feira.
Sexo Masculino
Em entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o porta-voz do Escritório, Rupert Coville, disse que dos 52 corpos descobertos, na sexta-feira, a maioria era de sexo masculino. A Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, estava vivendo um impasse eleitoral desde novembro passado.
De acordo com o porta-voz, havia 10 valas incluindo duas comuns contendo 31 e 21 corpos, respectivamente. Os outros 18 foram descobertos separadamente. Ele acrescentou que, aparentemente, as mortes teriam sido perpetradas por milícias pró-Laurent Gbagbo, um dia após a detenção do ex-presidente por forças leais ao presidente atual, Alassane Ouattara.
Gbagbo se recusava a deixar o poder por discordar da derrota eleitoral nas urnas em 2010.
De acordo com o Escritório para os Direitos Humanos, as famílias das vítimas serão entrevistadas sobre as mortes.
Ainda no mês passado, a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que alguns crimes cometidos após a violência pós-eleitoral no país podem ser considerados crimes de guerra.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.