Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Dez municípios do Rio estão em estado de atenção

Dez municípios do Norte do Estado do Rio estão em alerta máximo, em razão do aumento do nível de sete rios que cortam a região. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que monitora os rios do Estado.

Terça, 03 de Dezembro de 2013 às 08:40, por: CdB
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Dez municípios do Norte do Estado do Rio estão em alerta máximo
Dez municípios do Norte do Estado do Rio estão em alerta máximo, em razão do aumento do nível de sete rios que cortam a região. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que monitora os rios do Estado, o alerta máximo é o mais grave de uma escala de quatro níveis, que significa que a água já atingiu mais de 80% do nível de transbordamento. Entre os rios com nível acima do normal está Muriaé, que corta os municípios de Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira e Italva. Outros rios em alerta máximo são o Carangola (que corta Porciúncula e Natividade), Pomba (que corta Santo Antônio de Pádua), Itabapoana (Bom Jesus de Itabapoana), Paraíba do Sul (Campos), São Pedro e Macaé (ambos em Macaé). Grande parte da região Norte do Estado é uma baixada (terreno baixo),  sujeita a alagamentos e enchentes em períodos de chuva forte. Ações preventivas de desastres naturais foram anunciadas no último dia 28 de novembro pelo governo Fluminense na tentativa de orientar principalmente os moradores de áreas de risco, durante as chuvas de verão no estado. O Plano Estadual de Defesa Civil prevê a ampliação, já para janeiro do ano que vem, do sistema de alerta e alarme em várias comunidades, além de dois radares meteorológicos, que só começarão a operar em 2015. De acordo com o secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, 18% dos desastres naturais que atingem o Rio são deslizamentos de terra, seguidos por alagamentos e enxurradas. "Sabemos que esse não é o remédio definitivo, temos consciência que em condições ideais o reassentamento das famílias que moram em áreas de risco é o ideal. Mas sabemos que é um problema enorme e não terá resolução a curto prazo", disse. Segundo ele, os exemplos de outros países, como o Chile, a Espanha, Colômbia, os Estados Unidos e o Equador, que avaliaram o plano, são importantes para desenvolver noções de risco dentro das comunidades. "Nós temos os colegas que nos visitam, que lidam com situações de terremotos. As comunidades sabem que este risco existe e sabem como proceder nesses casos. Estamos seguindo um modelo que existe no mundo inteiro e adaptando para nossa realidade", declarou. No Estado do Rio, o sistema de alerta funciona em mais de 100 comunidades para avisar os moradores sobre a possibilidade de chuvas fortes. A Defesa Civil prevê que, até janeiro, mais 180 comunidades de 12 municípios recebam o sistema, além de mais 15 municípios até o fim de 2014.
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