Rio de Janeiro, 28 de Agosto de 2026

Dez milhões de trabalhadores esperam renovação do contrato de trabalho

Terça, 21 de Dezembro de 2010 às 09:35, por: CdB

A maioria dos trabalhadores do serviço público e do privado da Itália sabe que o acúmulo de negociações para a renovação dos contratos coletivos não é nada bom

 

 

21/12/2010

 

 

Achille Lollo

 

A maioria dos trabalhadores do serviço público (3,7 milhões) e do setor privado (5,9 milhões) da Itália sabe que o acúmulo de demasiadas negociações para a renovação dos contratos coletivos nacionais não é nada bom. “É pior, porque tal renovação será feita em um momento em que a Fiat está propondo anular seu contrato coletivo nacional. E, no seu lugar, a direção da montadora propõe um contrato setorial fábrica por fábrica de apenas 12 meses. Além disso, quer substituir o termo 'trabalhador', isto é, de quem vende sua própria força de trabalho, com o termo de 'colaborador', que parece ser apenas um adjetivo. Na verdade, é a introdução cultural dos conceitos da flexibilização nas fábricas”, diz Vincenzo Scuderie, secretário federal da CGIL especializado na contratação coletiva.

O risco é que, se esse tipo de contrato de trabalho passa na Fiat – depois, nas pequenas e médias empresas – sem a pressão sindical pelo respeito das cláusulas do contrato coletivo nacional para a categoria – vão fazer o que eles querem e como querem. Além disso, o que certamente vai piorar ainda mais é a condição dos trabalhadores que está no mercado ilegal (5,4 milhões) ou com o chamado contrato temporário de um ou de três meses (4,4 milhões), para os quais vai ser determinante a “oferta patronal do pegar ou largar”.

 

Achille Lollo é jornalista italiano.

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