Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Deutsche Bank deixa de precificar ouro e prata após denúncias de manipulação

Sexta, 17 de Janeiro de 2014 às 13:24, por: CdB
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O Deutsche Bank, principal banco comercial alemão, foi colocado sob suspeita
O Deutsche Bank irá se retirar do processo de determinação dos preços de referência do ouro e prata, informou a instituição financeira nesta sexta-feira, enquanto reguladores europeus investigam uma suposta manipulação dos preços dos metais preciosos por bancos. O maior banco da Alemanha e alguns de seus rivais estão sendo alvo de outros escândalos e acusações relativas a manipulação de taxas de juros e de câmbio. Na quarta-feira, as investigações globais sobre suposta manipulação de moedas intensificaram-se quando reguladores norte-americanos fizeram uma operação nos escritórios do Citigroup em Londres e o Deutsche suspendeu diversos traders em Nova York, disseram fontes à agência inglesa de notícias Reuters. O Deutsche é um dos cinco bancos participantes na precificação global de ouro, e disse que estava deixando o processo depois de abandonar vários negócios de commodities. "O Deutsche Bank está deixando de participar do processo de precificação de ouro e prata, seguindo o significativo encolhimento de nosso negócio de commodities. Permanecemos totalmente comprometidos com nosso negócio de metais preciosos", disse o banco em comunicado. Mais grave Segundo a principal autoridade do mercado regulador alemão, a manipulação dos mercados cambial e de metais preciosos foi mais grave que o escândalo da Libor, que já levou à imposição de penalizações no valor de seis bilhões de euros. Elke König, presidente da instituição reguladora dos mercados financeiros, na Alemanha, afirmou que a alegada manipulação dos mercados cambiais e de metais preciosos é mais grave que a da Libor. O presidente da autoridade federal para os mercados financeiros, conhecida como Bafin, explicou que, a confirmar-se, a manipulação dos preços de divisas e metais preciosos terá afetado os preços de transações em mercados à vista. Já no mercado da Libor, o objeto da fraude foram as estimativas emitidas por alguns dos bancos que contribuem para determinar as taxas. As alegações relativas ao mercado de divisas e de metais preciosos são “particularmente graves, porque tipicamente os valores envolvidos são relativos – ao contrário das Libor e Euribor – a mercados à vista e não em estimativas de bancos”, disse o presidente do Bafin em discurso citado pela agência econômica norte-americana Bloomberg. Esta semana, a autoridade alemã anunciou que investiga a potencial manipulação do mercado cambial, juntando-se assim às investigações levadas a cabo no Reino Unido, Suiça e Estados Unidos da América. As investigações pelos vários reguladores já incluem 12 bancos e levaram à suspensão, demissões ou férias forçadas de 13 corretores. As investigações incidem sobre as mensagens trocadas numa plataforma de mensagens instantâneas, onde trocavam informação sobre as operações dos respectivos clientes e em que concordavam em negociar no momento em que é determinado um preço de referência. – É compreensível que a questão provoque uma forte reação do público. O setor financeiro depende da confiança comum de que é eficiente e, ao mesmo tempo, honesto. As taxas de referência pareciam inquestionáveis e agora existe a alegação de que podem ter sido manipuladas – concluiu König.
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