Um detetive particular contratado no passado por Ariel Sharon acusou o primeiro-ministro de Israel de mentir às autoridades sobre a extensão de seu envolvimento no financiamento de sua campanha para a liderança do partido Likud, mas não forneceu nenhuma prova concreta de que o chefe de Estado violou a lei.
As alegações de David Spector, o detetive, poderiam prejudicar ainda mais a credibilidade de Sharon, já abalada pelas investigações de corrupção envolvendo o primeiro-ministro e seus dois filhos, Omri e Gilad, disseram analistas.
Entretanto, parece improvável que as novas acusações afetem a permanência de Sharon no cargo.
Em entrevista concedida nesta segunda-feira ao Canal 2 da TV israelense, Spector disse que Sharon estava envolvido nos menores detalhes de sua campanha. Spector disse ter fornecido a Sharon dados atualizados sobre transferências de dinheiro provenientes da Europa e dos Estados Unidos.
Spector rodou a gravação de uma conversa com Sharon na qual os dois falavam sobre transferências de dinheiro. Na fita, Sharon é ouvido pedindo a Spector que o avise no fim do expediente bancário se alguns fundos já teriam sido depositados.
Assessores de Sharon não comentaram a denúncia.