Pelo menos 900 prisioneiros detidos na prisão de Meggido, ao norte de Israel, iniciaram nesta quarta-feirta uma greve de fome em protesto contra o que dizem ser uma profanação do Alcorão por policiais israelenses. A administração da penintenciária, entretanto, negou as acusações.
- Os prisioneiros de Meggido iniciaram uma greve de fome. Não tomaram o café da manhã e decidiram boicotar as visitas familiares e a administração da prisão - declarou Issa Qaraqae, presidente de uma das principais associações de defesa dos detentos palestinos, com sede em Belém, na Cisjordânia.
O porta-voz da administração penitenciária israelense, Ian Domnitz, confirmou que os prisioneiros, "por motivos de segurança", ao norte de Israel, se recusaram a tomar o café da manhã. Ele afirmou, no entanto, que os prisioneiros tinham em suas celas alimentos comprados na cantina da prisão e que estavam se alimentando.
A convocação da greve de fome de três dias foi feita nesta terça-feira, depois que detentos de Meggido acusaram policiais israelenses de ter profanado exemplares do Alcorão na prisão.
Detentos palestinos protestam contra profanação do alcorão
Quarta, 08 de Junho de 2005 às 06:14, por: CdB