A corregedora da Polícia Civil, Ivanete Araújo, comentou o caso do delegado-adjunto, Célio Erthal, da 50ª DP (Itaguaí), na Região Metropolitana do Rio, e um agente penitenciário, detidos terça-feira suspeitos de promoverem uma blitz irregular e abusiva em Niterói.
— Esse grupo de policiais infringiu quase todos os nossos incisos do Código de Ética — declarou a corregedora.
Segundo Ivanete Araújo, a Corregedoria está instaurando um inquérito policial e um procedimento administrativo contra o delegado e os outros dois policiais civis que participaram do evento.
— Não é comum delegados atuarem fora de sua área de lotação como aconteceu e isso é uma irregularidade de natureza grave, bem como o uso de armas com o código raspado — assinalou a corregedora, acrescentando que o grupo infringiu quase que todo o Código de Ética da Polícia Civil.
De acordo com Ivanete Araújo, a conduta do delegado-adjunto é absolutamente irregular e não pode servir de parâmetro para outros policiais.
— Estamos fazendo uma apuração rigorosa e séria para dar a resposta que merece uma atitude dessa por parte de um policial — disse ela.
A corregedora falou também a respeito da delegada Raíssa Cellis, da 78º DP (Fonseca), noiva do delegado preso e que registrou a queixa.
— Nós estamos instaurando um procedimento para apurar a conduta dela, não só dela, como de toda a equipe da 78ºDP que atuou neste caso nesse dia, para verificarmos se eles deixaram ou omitiram alguma informação importante que chegou sobre o caso nos autos do procedimento — explicou Ivanete Araújo.
Ela esclareceu que a Corregedoria da Polícia Civil está fazendo tudo com critério para procurar a verdade de todos os fatos. No caso específico da delegada Raíssa Cellis, que é regularmente lotada na delegacia do Fonseca e se apresentou para assumir o plantão, Ivanete Araújo lembrou que a conduta dela naquele dia não condiz com o comportamento de uma autoridade policial.
— Pelo fato dela ser noiva do delegado-adjunto envolvido no caso não deveria ter participado em nada na ocorrência. A delegada Raíssa deveria ficar cuidando de outras ocorrências e evitado de falar com os policiais que apresentaram a mesma. A sua atuação não condiz com o comportamento de uma autoridade policial, que tem que se manter imparcial diante de qualquer ocorrência — completou.