Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Destino do BRB depende de nova audiência

Sexta, 11 de Julho de 2008 às 07:56, por: CdB

O governo do Distrito Federal levantou a possibilidade de vender o controle acionário do Banco de Brasília (BRB) no ano passado e, pouco depois, se mostrou favorável à sua aquisição pelo Banco do Brasil. A edição do Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira publicou decreto que autoriza licitação para contratar a empresa que fará uma avaliação econômico-financeira do BRB. O edital de licitação deve ser divulgado até o final deste mês.

Segundo o secretário de Fazenda do Distrito Federal, Ronaldo Lázaro Medina, a empresa de consultoria terá 70 dias para entregar seu relatório. A empresa KPMG já fez um trabalho de auditoria nas contas do banco, a pedido do próprio BRB, mas, segundo Medina, as informações coletadas não foram suficientes para a tomada de decisão do governo sobre o futuro da instituição.

- Houve avaliação do BRB, mas não atende aos requisitos para uma decisão de alienação (venda), que é o mais provável - disse.

Segundo o secretário, faltam dados como os riscos jurídicos, tributários, trabalhistas e da carteira de ativos, por exemplo. Os custos da nova auditoria estão orçados entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões, segundo Medina. Ele, no entanto, não quis revelar o valor que o governo do Distrito Federal quer pelo BRB e também não informou o valor estimado pela KPMG. Ele acrescentou que o futuro do BRB só será definido depois da conclusão da nova auditoria.

No caso da possibilidade de incorporação pelo Banco do Brasil, que já se mostrou interessado, o secretário afirmou que vai depender de quanto a instituição bancária federal vai oferecer pelo BRB. Medina argumentou que a decisão de vender o banco passa  não somente por análises técnicas de responsabilidade da Secretaria de Fazenda, mas também por questões jurídicas e políticas que dependem de avaliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

O BRB não é o único banco público com possibilidade de ser incorporado pelo Banco do Brasil. A instituição federal também está em negociação para incorporar o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), a Nossa Caixa, de São Paulo e o Banco do Estado do Piauí (BEP).

Tags:
Edições digital e impressa