O destino do popstar americano Michael Jackson começa a ser decidido nesta segunda-feira. O júri, que está julgando o caso do cantor, volta do recesso e examinará as evidências para as 10 acusações, que podem mandar o astro para a prisão por 20 anos. Uma das acusações, e a de maior destaque, é que o astro pop teria abusado sexualmente do jovem Gavin Arvizo, quando este tinha 13 anos. Michael também é acusado de dar álcool a um menor e por conspirar para um seqüestro. Ele nega todas as acusações.
O julgamento começou no dia 31 de janeiro deste ano. Ao longo do caso, foram colhidos depoimentos de mais de 130 testemunhas, que deram suas versões contra ou a favor do astro pop.
"Mentirosa e trapaceira". Esse foi o argumento final dos advogados de defesa de Michael Jackson, em relação à família do menino que acusa o astro pop de abuso sexual. Thomas Mesereau, advogado do cantor, também contestou as acusações de que o Jackson está sempre caçando garotos.
São 12 os jurados que decidirão o caso - oito mulheres e quatro homens, com idades entre 20 e 79 anos. Oito deles são brancos, três hispânicos e um asiático. A ausência de um negro foi explicada pelo fato de serem menos de 2% no condado de Santa Barbara, Califórnia, onde ocorre o julgamento.
Encerrados todos os depoimentos, o júri deve trabalhar a portas fechadas, por cerca de seis horas por dia, até chegar a um veredicto ou anunciar um impasse. Nesta segunda-feira, dia 6, será escolhido um porta-voz, entre os jurados, para serem iniciadas as deliberações.