O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) subiu 0,59%, na segunda prévia de janeiro. A taxa ficou acima da anterior (0,46%), que já mostrava aceleração em comparação aos meses de dezembro e novembro, estável em 0,29%. O IPC-Fipe mede a variação de preços na cidade de São Paulo para as famílias com renda entre um e 20 salários mínimos.
Os gastos com Educação, tradicionalmente maiores nesta época do ano, puxaram a alta, com variação de 2,10% ante 0,59% na primeira quadrissemana. Depesas Pessoais e Transportes mantiveram-se em alta de 1,44% e 1,03%, respectivamente, contra 1,21% e 0,80% registrados na pesquisa anterior. Os dois grupos que apontaram desaceleração foram Alimentação (0,08% contra 0,14%) e Vestuário (0,67% ante 1,07%). Os moradores da cidade de São Paulo também gastaram mais, na média, com Saúde (0,36%, contra 0,24%) e Habitação (0,28%, contra 0,18%).
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ficou em 0,84% em janeiro, resultado 14 vezes maior que a variação de dezembro. A taxa apresentou alta de 0,78 ponto percentual na comparação com dezembro, de 0,06%. O avanço teve forte influência de produtos como a soja que passou de -2,01%, em dezembro, para 6,40%, em janeiro; e óleos combustíveis, de -7,35% para 7,70%. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do IGP-10, saiu de -0,16% em dezembro para 1,03%, em janeiro, destacando o aumento nos preços dos produtos agropecuários (soja, milho e aves) e óleos combustíveis.
O Índice de Preço ao Consumidor (IPC), responsável por 40% na formação do IGP-10, teve um pequeno crescimento de 0,06 ponto percentual, passando de 0,53% para 0,59%. A ligeira aceleração foi conseqüência principalmente do avanço nos preços dos produtos dos grupos educação, leitura e recreação (de 0,42% para 1,42%), e transportes (de 0,40% para 0,80%). O IPC não registrou um crescimento maior em janeiro por causa da redução dos produtos do grupo alimentação, que saiu de 1,27%, em dezembro, para 1,04%, em janeiro, com destaque a diminuição nos preços dos produtos hortaliças e legumes.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do IGP-10), foi o único que apresentou desaceleração e ficou 0,23 ponto percentual menor, em janeiro, com variação de 0,16%, ante 0,39% de dezembro.
O IGP-10 foi divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os preços para o cálculo do índice são coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.