Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Despenca número de imigrantes que chegam à Alemanha

A Alemanha observa a chegada de cada vez menos solicitantes de asilo, num aparente reflexo do fechamento da chamada rota dos Bálcãs.

Sexta, 08 de Abril de 2016 às 10:00, por: CdB

 

Governo registra 170 mil pedidos de asilo em 2016, uma queda de 66% frente ao meio milhão do primeiro trimestre do ano passado

  Por Redação, com agências internacionais - de Berlim/Genebra:   A Alemanha observa a chegada de cada vez menos solicitantes de asilo, num aparente reflexo do fechamento da chamada rota dos Bálcãs. Segundo anunciou nesta sexta-feira o governo alemão, foram contabilizados 20 mil pedidos no mês de março – número três vezes menor que os 60 mil de fevereiro.
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Refugiados chegam à cidade alemã de Hannover: cada vez menos se aventuram na rota dos Bálcãs
De acordo com o ministro do Interior, Thomas de Maizière, a queda vem sendo progressiva. Em janeiro, a agência alemã de imigração (Bamf) havia registrado cerca de 90 mil pedidos e, no mês anterior, 120 mil. No total, foram mais de 170 mil pedidos no primeiro trimestre deste ano, cifra 66% menor se comparada com o mesmo período de 2015, quando o chamado sistema Easy de registro de requerentes de asilo contabilizou quase meio milhão de pedidos. Cerca de 107 mil refugiados cruzaram a fronteira do país entre janeiro e março. "Mais uma vez, a tendência anual apresenta forte queda", disse o ministro. "Estamos com uma média diária de bem menos de 200 por dia", afirmou De Maizière. Entretanto, ainda é cedo para fazer uma previsão para o resto do ano. "Não sabemos como a implementação do Acordo UE-Turquia e Grécia vai se desenrolar", disse De Maizière. O ministro, porém, fez um balanço positivo dos últimos meses. "As medidas surtiram efeito." Não foi esclarecido quais rotas teriam sido utilizadas pelos refugiados até chegar ao país. A redução no número de refugiados é atribuída, em grande parte, ao fechamento da chamada rota dos Bálcãs por países como a Macedônia e a Eslovênia. Além disso, a Áustria reforçou o controle em suas fronteiras, impedindo o caminho de muitos dos que desejam chegar até a Alemanha. Em janeiro, a Bamf concedeu asilo a 50 mil requerentes. Em fevereiro, 66 mil pedidos foram aceitos e, em março, 58 mil. A agência, encarregada de processar uma enorme quantidade de requerimentos de asilo, recebeu um reforço no número de funcionários. Retomada do retorno de imigrantes para a Turquia. Uma balsa transportando 45 refugiados paquistaneses deixou nesta sexta-feira a ilha de Lesbos, na Grécia, rumo à Turquia, marcando a retomada das medidas previstas pelo acordo entre a Turquia e a UE. O pacto, que visa diminuir o fluxo migratório para a Europa, estabelece a devolução dos imigrantes que chegaram ao território grego após o dia 20 de março, e que não estão aptos a receber asilo. A UE, por sua vez, se comprometeu a aceitar um refugiado sírio para cada migrante devolvido à Turquia. Três ativistas foram presos após se pendurarem na âncora da balsa, numa tentativa de evitar a partida. Outras 30 pessoas protestavam no porto de Lesbos, pedindo o fim das deportações e liberdade para os refugiados. Uma segunda embarcação com um grupo maior deverá partir da ilha grega também nesta sexta-feira. No início da semana, um primeiro grupo de 202 imigrantes, em sua maioria paquistaneses, partiu da Grécia para Turquia.

Menores refugiados

A ONU voltou nesta sexta-feira a pedir aos países que não retenham refugiados e migrantes menores de idade em centros de detenção e que procurem alternativas para seu acolhimento. – Um número surpreendente de crianças migrantes está detido nas fronteiras e exposto a sofrer abusos físicos por parte dos agentes do Estado – afirmou hoje em Genebra o alto-comissário para os Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein. – É absolutamente vital que os Estados protejam os direitos de todos os migrantes e, especialmente, das crianças migrantes – disse ele Zeid, ao lembrar que muitas dessas crianças “sofreram um severo trauma e maus tratos que, em alguns casos, podem ser definidos como tortura, antes de abandonarem suas casas”. O alto-comissário disse ainda que as crianças que migram em grandes grupos “correm um risco maior de serem vítimas de violência durante a viagem, incluindo abusos sexuais nas mãos de traficantes e grupos criminosos”.
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